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Q3293356 Medicina
Um paciente idoso sofre queda e sustenta fratura transtrocanteriana de fêmur. O raio X mostra linha de fratura estável com mínimo desvio. Indique a abordagem CORRETA:
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Tema central: fratura transtrocanteriana (extracapsular) do fêmur em idoso, com traço estável e mínimo desvio (padrão AO/OTA 31-A1). Nessas lesões, o objetivo é estabilizar cirurgicamente e permitir deambulação precoce, reduzindo complicações da imobilização prolongada.

Alternativa correta (A): Fixação interna com parafuso deslizante (DHS) ou haste intramedular. Para padrões estáveis, o DHS é clássico e eficaz; a haste é opção válida e preferida em traços instáveis ou com extensão subtrocantérica. Ambas permitem carga precoce, menor dor e menor risco de pneumonia, TVP/TEV, úlceras e delirium. Diretrizes AAOS (Hip Fractures in Older Adults, 2021) e UpToDate recomendam cirurgia precoce (<48h) e fixação interna para fraturas extracapsulares estáveis.

Raciocínio clínico essencial: sendo extracapsular, há boa vascularização, baixo risco de necrose da cabeça femoral e excelente resposta à osteossíntese. O DHS promove compressão controlada no foco, favorecendo consolidação e marcha precoce.

Por que as outras estão erradas?

B) Tração contínua por meses como tratamento definitivo é obsoleta e aumenta mortalidade e complicações (sarcopenia, TVP, infecção respiratória, escaras). Hoje, tração é no máximo ponte até a cirurgia. Diverge de AAOS/UpToDate/AO.

C) Redução fechada sem fixação não oferece estabilidade mecânica; com a carga, ocorre desvio secundário, dor, má consolidação ou pseudoartrose. Impede reabilitação precoce; portanto, é inadequada.

D) Prótese total do quadril é indicada principalmente em fraturas intracapsulares (colo femoral) deslocadas no idoso ou quando há artrose avançada. Em transtrocanterianas estáveis, a osteossíntese tem melhores resultados, menor sangramento e menor tempo cirúrgico. Artroplastia pode ser considerada apenas em casos irrecuperáveis/instáveis com cominuição grave, o que não é o caso.

Dicas de prova (evite pegadinhas):

  • Extracapsular (transtrocanteriana) + estávelfixação interna (DHS preferido); instável ou obliquidade reversa → considerar haste intramedular.
  • Intracapsular (colo do fêmur) deslocada em idoso → frequentemente artroplastia.
  • Priorize cirurgia até 48h, analgesia, profilaxia de TEV e mobilização precoce; tratar osteoporose no seguimento.

Referências essenciais: AAOS Clinical Practice Guideline: Management of Hip Fractures in Older Adults (2021); UpToDate: Intertrochanteric femur fractures in adults (atualizado); Rockwood and Green’s Fractures in Adults; AO Surgery Reference.

Conclusão: Em fratura transtrocanteriana estável no idoso, a conduta correta é osteossíntese com DHS ou haste intramedular para permitir carga precoce e reduzir complicações sistêmicas.

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