Uma criança de 3 anos apresenta marcha claudicante e limita...
Gabarito comentado
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O tema central da questão é a Doença de Legg-Calvé-Perthes, uma condição ortopédica que afeta a cabeça do fêmur em crianças, caracterizada por necrose avascular. Esta doença leva à fragmentação e remodelação da cabeça femoral, resultando em dor e limitação de movimento, como observado na criança do enunciado.
Justificativa para a alternativa correta (B): A conduta correta para a Doença de Legg-Calvé-Perthes, especialmente na fase de fragmentação e em uma criança de 3 anos, envolve conservação da mobilidade articular e contenção do quadril em abdução. Isso ajuda a manter a cabeça femoral no acetábulo, promovendo uma remodelação mais adequada. A fisioterapia é essencial para preservar a amplitude de movimento, e a vigilância radiológica permite monitorar a evolução da doença. O uso de órteses e procedimentos cirúrgicos pode ser considerado em casos de subluxação ou deformidades, conforme as diretrizes da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).
Análise das alternativas incorretas:
A - Descartar qualquer imobilização, pois evolução é sempre favorável: Esta alternativa está incorreta, pois embora a doença possa ter um bom prognóstico em crianças pequenas, a imobilização e a manutenção da posição correta do quadril são fundamentais para evitar deformidades e garantir uma boa recuperação.
C - Indicar osteotomia imediata, sem avaliar amplitude de movimentos: Errada. A osteotomia é uma intervenção cirúrgica considerada em casos mais graves ou refratários, e não deve ser realizada sem uma avaliação criteriosa da mobilidade articular. Em crianças pequenas, tratamentos conservadores são frequentemente preferidos.
D - Prescrever analgésicos esporádicos, sem controle ortopédico de longo prazo: Inadequada. Apenas o uso de analgésicos não aborda a causa subjacente do problema e pode levar a um manejo inadequado da doença. O acompanhamento ortopédico contínuo é crucial para monitorar o progresso e ajustar o tratamento conforme necessário.
Na abordagem da Doença de Legg-Calvé-Perthes, é vital seguir as diretrizes recomendadas e considerar o estágio da doença, a idade da criança e a presença de sintomas. Estas práticas garantem um tratamento eficaz e minimizam complicações a longo prazo.
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