Epifisiólise proximal do fêmur ocorre em adolescentes e pod...

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Q3293345 Medicina

Epifisiólise proximal do fêmur ocorre em adolescentes e pode causar sequelas se não tratada. Nesse sentido, leia as afirmativas abaixo:


I. Caracteriza-se pelo deslocamento do colo femoral em relação à cabeça femoral, rompendo o periósteo local.

II. A rotação externa do membro e limitação de rotação interna são sinais clínicos marcantes.

III. O tratamento visa fixação in situ com parafusos canulados para estabilizar a epífise

IV. A necrose avascular é complicação rara, não associada a epifisiólise.


Estão CORRETAS as afirmativas:

Alternativas

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Tema central: Epifisiólise proximal do fêmur (EPF/SCFE) em adolescentes é o escorregamento da epífise pela fise, com a cabeça femoral permanecendo no acetábulo e o colo/metáfise deslocando-se anterossuperiormente. Quadro típico: dor em quadril/joelho, claudicação, rotação externa do membro e limitação de rotação interna.

Gabarito: A (I, II e III)

Justificativa das afirmativas corretas

I. Correta. Na EPF há deslocamento do colo em relação à cabeça (descrição equivalente ao “escorregamento da epífise em relação à metáfise”). O comprometimento do periósteo ocorre especialmente nos casos instáveis. Isso reflete falha da zona hipertrófica da fise por sobrecarga e fatores endócrinos/obesidade (Rockwood & Wilkins; UpToDate).

II. Correta. Rotação externa do membro e limitação/abol. da rotação interna são sinais marcantes; o Sinal de Drehmann (rotação externa obrigatória ao flexionar o quadril) é clássico (AAOS OrthoInfo; POSNA).

III. Correta. O tratamento-padrão é fixação in situ com parafuso canulado único, sem manobras agressivas de redução, para estabilizar a epífise e reduzir risco de necrose avascular (UpToDate; diretrizes POSNA/AAOS).

Afirmativa incorreta

IV. Incorreta. Necrose avascular (NAV) é complicação temida da EPF, sobretudo em casos instáveis (≈10–50%) e após manipulação/redução forçada; mesmo nos estáveis, embora menos comum, pode ocorrer (≈1–2%) (UpToDate; Rockwood & Wilkins). Portanto, não é “rara e não associada”.

Análise das alternativas

A. Correta (inclui I, II, III). B. Errada (IV é falsa). C. Errada (IV é falsa e exclui I, que é verdadeira). D. Errada (inclui IV, falsa).

Diagnóstico e exames (estratégia de prova)

- Suspeite em adolescente obeso com dor em quadril/joelho e marcha em rotação externa.
- Radiografia bacia AP e perfil lateral: em estáveis, pode-se usar frog-leg; em instáveis, prefira lateral em mesa (cross-table) para evitar agravar o deslizamento.
- Linha de Klein (sinal de Trethowan) não intercepta a epífise; quantificação pelo ângulo de Southwick.

Conduta prática

- Urgente descarga de peso e fixação in situ com 1 parafuso central.
- Evitar redução fechada vigorosa.
- Considerar profilaxia contralateral em alto risco (idade baixa, endocrinopatia, obesidade severa) conforme diretrizes especializadas.

Pegadinhas

- “Cabeça que escorrega”: lembre que a cabeça fica estável no acetábulo; quem “anda” é o colo/metáfise.
- Não usar frog-leg em EPF instável.
- NAV não é “rara”: risco maior em instável e com manipulação.

Referências essenciais: UpToDate: Slipped capital femoral epiphysis; AAOS OrthoInfo (SCFE); POSNA Study Guide (SCFE); Rockwood & Wilkins’ Fractures in Children.

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