Os tumores da glândula suprarrenal são uma condição clínica...
Gabarito comentado
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Tema central: Feocromocitoma é tumor catecolaminérgico da medula adrenal. Na imagem, sobretudo na TC com contraste, caracteriza-se por hipervascularização e heterogeneidade devido a necrose/hemorragia, ajudando a diferenciá-lo de adenomas.
Alternativa correta: C – “Tipicamente exibem realce heterogêneo e atenuação elevada em relação ao parênquima renal na fase contrastada”.
Justificativa: Feocromocitomas costumam ter HU elevados (geralmente >10 HU na fase sem contraste) e, após contraste, mostram realce intenso e heterogêneo, muitas vezes superior ao parênquima renal, por hipervascularização e áreas de necrose/hemorragia. Esses achados são descritos em diretrizes e revisões (Endocrine Society 2014; UpToDate; guias para incidentalomas da ESE/ACR).
Por que as demais estão erradas?
A – “Realce homogêneo e atenuação semelhante ao músculo esquelético”: em geral é o oposto. Feocromocitomas são heterogêneos e hipervascularizados, não costumam ter atenuação semelhante ao músculo no pós-contraste. Homogeneidade sugere adenoma.
B – “Lesões sólidas com calcificações grosseiras e limites irregulares”: calcificações podem ocorrer, mas não são achado característico. Muitos feocromocitomas são bem delimitados; limites francamente irregulares e calcificações grosseiras remetem mais a carcinoma adrenocortical ou metástase.
D – “Não é possível diferenciar de outros tumores adrenais”: embora haja sobreposição, a TC ajuda sim. Adenomas típicos têm HU < 10 sem contraste e lavagem rápida (APW >60%/RPW >40%). Feocromocitomas tendem a HU >10, realce muito vigoroso e lavagem mais lenta/variável. Portanto, a TC contribui na diferenciação (ESE/ACR).
E – “Necrose e hemorragia não são comuns”: ao contrário, são achados frequentes, especialmente em tumores maiores, justificando o realce heterogêneo. Dizer que não são comuns contraria a literatura.
Estratégia de prova: Procure palavras-chave como “realce heterogêneo” e “hipervascular”. Desconfie de descrições de homogeneidade e baixa atenuação (mais típicas de adenoma). “Calcificações grosseiras e margens irregulares” costumam apontar para carcinoma.
Diagnóstico complementar: Biochemical screening com metanefrinas plasmáticas livres ou metanefrinas urinárias fracionadas é obrigatório antes de qualquer biópsia. A RM frequentemente mostra hipersinal em T2 (“light-bulb”).
Conduta (resumo): Ressecção cirúrgica após bloqueio alfa adequado (p.ex., fenoxibenzamina ou doxazosina), conforme Endocrine Society. Beta-bloqueio só após alfa-bloqueio.
Referências essenciais: Endocrine Society Clinical Practice Guideline (2014, atualização em discussão); UpToDate – Pheochromocytoma; Diretrizes ESE/ACR para incidentalomas adrenais.
Gabarito: C.
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