O ombro doloroso, associado a impactação subacromial, ocorr...
Gabarito comentado
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Tema central: Dor no ombro por impacto subacromial (síndrome do impacto) associado à tendinopatia do manguito rotador, principalmente do supraespinhal. Ocorre por atrito do tendão sob o arco coracoacromial durante movimentos, especialmente acima da cabeça.
Alternativa correta: B — Degeneração e microtraumas repetitivos do tendão do supraespinhal, levando à compressão contra o arco coracoacromial.
Justificativa: Movimentos repetitivos (trabalho/ esporte overhead) causam degeneração intrínseca do tendão e somam-se a fatores extrínsecos (acromion curvo/ganchoso, osteófitos, espessamento do ligamento coracoacromial), resultando em conflito mecânico e dor. Este é o mecanismo clássico do impacto subacromial descrito por Neer e confirmado em diretrizes e revisões (UpToDate; Rockwood & Matsen; AAOS).
Estratégia para a prova: Ao ver “impactação subacromial” e “tendinopatia do manguito”, procure por termos como supraespinhal e arco coracoacromial. Isso aponta para sobrecarga repetitiva e degeneração tendínea.
Por que as demais estão incorretas?
A) “Instabilidade glenoumeral com luxações recidivantes, sem compressão subacromial.” A própria alternativa exclui o mecanismo essencial do impacto subacromial (compressão no espaço subacromial). Embora instabilidade possa causar “impacto interno” em atletas (posterosuperior, não subacromial), não é o quadro descrito. Portanto, inconsistente com o mecanismo pedido.
C) Lesão isolada do bíceps (cabeça longa) pode gerar dor anterior e coexistir com lesões do manguito, mas não explica o atrito subacromial por si só. Falta o elemento de conflito mecânico contra o arco.
D) Fratura supracondiliana do úmero é lesão do cotovelo, sem relação anatômica com o espaço subacromial; não predispõe a atrito do supraespinhal.
Clínica e diagnóstico (resumo útil): Dor no “painful arc” (60–120° de abdução), testes de Neer e Hawkins-Kennedy positivos; fraqueza/dor no Jobe (supraespinhal). USG/RM mostram tendinose/roturas; RX pode evidenciar esporão acromial (Bigliani tipo II–III). Referências: UpToDate; AAOS Guidelines; Rockwood & Matsen – The Shoulder.
Conduta (para fixação): Inicialmente conservadora: modificação de atividade, AINEs, fisioterapia (fortalecimento do manguito e estabilizadores escapulares), infiltração subacromial se necessário. Cirurgia (reparo do manguito ± descompressão) em falha do tratamento ou roturas significativas.
Pegadinha: confundir instabilidade (impacto interno) com impacto subacromial. Busque sempre “compressão contra o arco coracoacromial” para o diagnóstico correto.
Resposta: B.
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