Um paciente adulto com história de poliomielite na infância...

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Q3293339 Medicina
Um paciente adulto com história de poliomielite na infância apresenta desequilíbrio e atrofia muscular residual em membros inferiores, dificultando marcha. Indique à medida que otimiza a função: 
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Tema central: Reabilitação de adulto com sequelas de poliomielite (fraqueza, atrofia, desequilíbrio) visando otimização funcional. A prioridade é estabilizar articulações e fortalecer com segurança a musculatura remanescente, prevenindo quedas e sobrecarga.

Alternativa correta (B) — Por quê? A poliomielite destrói neurônios motores; a compensação por unidades motoras remanescentes pode evoluir com fadiga e fraqueza tardia (síndrome pós-pólio). Órteses personalizadas (ex.: AFO para tornozelo/pé, KAFO para joelho) estabilizam articulações, evitam hiperextensão do joelho e quedas, melhoram alavancas e eficiência da marcha. A cinesioterapia com exercícios submáximos e não fatigantes fortalece grupos viáveis, melhora equilíbrio e condicionamento sem agravar a fraqueza. Evidência e diretrizes (UpToDate; AAPM&R; OMS) recomendam: treino de marcha, fortalecimento leve a moderado, alongamentos, hidroterapia, educação em conservação de energia. Resultado: maior independência e segurança.

Como interpretar o enunciado: “Atrofia residual, desequilíbrio e dificuldade de marcha” sinalizam instabilidade articular + fraqueza crônica. Logo, pense em ortetização para alinhamento e em fisioterapia orientada para função.

Por que as demais estão erradas?

A — “Repouso” prolongado piora o descondicionamento, aumenta risco de quedas e dor. O correto é atividade graduada e monitorada, evitando apenas fadiga excessiva (princípio do “pacing”).

C — A lesão motora é estável, mas há benefício contínuo de reabilitação. Ademais, pode haver síndrome pós-pólio com piora tardia; interromper terapias priva o paciente de estratégias efetivas (órteses, treino, manejo da dor).

D — Não há infecção latente tratável com antibióticos na polio crônica. A fraqueza é neurogênica/biomecânica; antibióticos não têm papel terapêutico.

Conduta prática recomendada: Avaliação fisiátrica/ortopédica; prescrição de órteses (AFO/KAFO) e auxílios de marcha se necessário; exercícios não fatigantes (intensidade baixa a moderada, progressão lenta, sem dor ou fadiga >24h), treino de equilíbrio/propriocepção, alongamentos, hidroterapia, educação em economia de energia e prevenção de quedas.

Referências: UpToDate – Post-polio syndrome: Treatment and prognosis; AAPM&R KnowledgeNow – Post-Polio Syndrome; OMS/WHO – Polio survivors management; Ministério da Saúde (Brasil) – Diretrizes de reabilitação da pessoa com deficiência física.

Gabarito: B

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