Sobre o apêndice cecal, assinale a alternativa INCORRETA:

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Q2687533 Medicina

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Tema central: O foco da questão está na anatomia e localização do apêndice cecal, além dos principais achados ultrassonográficos, conhecimentos essenciais no diagnóstico por imagem do abdome agudo, situação corriqueira no contexto de urgência.

Justificativa da alternativa incorreta (Alternativa C):

A alternativa C está incorreta ao afirmar que a posição mais comum do apêndice é a retrocecal. Embora esta seja uma posição frequente, evidências científicas atuais apontam que o tipo mediopélvico é o mais comum, sendo encontrado em aproximadamente 39,3% dos casos, enquanto o retrocecal aparece em cerca de 28,6%. Esse dado é fundamental para o raciocínio diagnóstico, já que a posição pode alterar sintomas clínicos e dificultar o exame físico e ultrassonográfico. Segundo a Revista Brasileira de Ultrassonografia, "A posição mediopélvica do apêndice ocorre em 39,3% dos casos..." (RBUS, 2019).

Análise das alternativas corretas:

A) Correta. O apêndice cecal normal apresenta aspecto tubular, parede estratificada (espessura ≤3mm), e diâmetro transversal máximo de até 6mm. Esses padrões morfológicos são essenciais para diferenciar apêndice saudável de apendicite aguda.

B) Correta. O padrão morfotextural do apêndice — cinco camadas intercaladas hiperecogênicas e hipoecogênicas — reproduz a estrutura das paredes intestinais. Esse reconhecimento é útil para identificação durante o exame.

D) Correta. Critério principal para diagnóstico ultrassonográfico de apendicite: diâmetro apendicular aumentado (>6mm). Esse achado independe de idade, peso ou altura, sendo consenso nas boas práticas e em literaturas de referência como Harrison’s Principles of Internal Medicine e revisões do UpToDate.

Dicas e abordagem de prova:

Questões desse tipo costumam cobrar detalhes estatísticos (pegadinha na frequência). Leia cuidadosamente cada termo e procure associar à prática clínica: a posição mediopélvica dificulta, por exemplo, quadros clínicos "clássicos" de apendicite. Recorra a dados epidemiológicos sempre que encontrar superlativos como “mais comum”, “principal”, “sempre”.

Conclusão: A alternativa C é a incorreta por descrever equivocadamente a frequência da localização do apêndice. O conhecimento anatômico refinado desse tema é fundamental para a prática clínica e diagnóstica do ultrassonografista.

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