Homem de 65 anos apresenta quadro de alteração do nível de ...
Essa síndrome neuropsiquiátrica, que pode ocorrer como complicação de doença hepática crônica, é denominada:
Gabarito comentado
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Tema central: quadro neuropsiquiátrico em doença hepática crônica compatível com encefalopatia hepática portossistêmica (EHP), forma “manifesta” (overt).
Raciocínio clínico: alteração do nível de consciência, confusão e “tremores” de extremidades sugerem asterixis (flapping), sinal clássico de EHP. Em hepatopatas, esse conjunto encaixa-se nos estágios II–III de West Haven (desorientação, letargia e asterixis). Diretrizes AASLD/EASL e referências como UpToDate e Harrison reforçam que o diagnóstico é clínico, após excluir causas alternativas.
Fisiopatologia essencial: aumento de amônia e outros neurotóxicos por falência hepática e/ou shunts portossistêmicos leva a disfunção de astrócitos (edema osmótico por glutamina), modulação GABAérgica e neuroinflamação, produzindo alterações cognitivas e motoras.
Diagnóstico na prática: é clínico. Investigue e trate precipitantes: infecção, sangramento digestivo, constipação, hipocalemia, diuréticos em excesso, sedativos/álcool. Amônia sérica pode apoiar, mas valor normal não exclui. EEG pode mostrar ondas trifásicas. Testes psicométricos são úteis na forma mínima (sem rebaixamento de consciência).
Conduta de escolha (resumo): lactulose (titulada para 2–3 evacuações/dia) + tratar precipitante; rifaximina como adjuvante e para prevenção secundária. Evitar sedativos. Referências: AASLD/EASL (2022), UpToDate, Harrison’s.
Justificativa da alternativa correta: D) Encefalopatia hepática portossistêmica denomina a síndrome neuropsiquiátrica decorrente de insuficiência hepática e/ou desvio portossistêmico, com confusão e asterixis típicos.
Análise das incorretas:
A) “Síndrome de portossistêmica aguda” não é entidade reconhecida em diretrizes. Shunts portossistêmicos podem precipitar EHP, mas essa nomenclatura é inadequada.
B) “Síndrome de Shuan” não corresponde a condição nosológicos-padrão em hepatologia; termo inexistente em AASLD/EASL/Harrison.
C) Encefalopatia mínima cursa com déficits sutis (atenção, psicomotricidade) sem rebaixamento do nível de consciência nem asterixis; é detectada por testes psicométricos. O caso descreve forma manifesta.
E) Transtorno de déficit atencional é transtorno do neurodesenvolvimento, não explicado por hepatopatia crônica e não cursa com flapping nem alteração aguda de consciência.
Estratégia de prova: associe as palavras-chave “confusão + alteração do nível de consciência + asterixis + hepatopatia” à EHP. Evite a armadilha do termo “mínima”, reservado a casos sem rebaixamento de consciência.
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