Nesse caso, ante a possibilidade de infecção bacteriana, jul...
Nesse caso, ante a possibilidade de infecção bacteriana, julgue o item.
Ocorrendo falha terapêutica com amoxicilina oral, deve-se manter esse antibiótico em dose dobrada.
Gabarito comentado
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Gabarito: E) errado
Tema central: A questão aborda o manejo terapêutico da faringite estreptocócica em crianças, especialmente diante de falha terapêutica ao tratamento inicial com amoxicilina.
Justificativa da alternativa correta:
A conduta preconizada em casos de falha terapêutica com amoxicilina NÃO é o aumento da dose do mesmo antibiótico, mas sim a troca por outra classe de antimicrobiano. De acordo com o protocolo "Diagnóstico e tratamento da faringite estreptocócica", pode-se ler: “Foi relatado aumento no fracasso do tratamento com penicilina dos estreptococos beta-hemolíticos do grupo A (GABHS)... alguns defendem o uso de cefalosporinas em todos os pacientes não alérgicos devido à melhor erradicação do GABHS.”
Nesse contexto, a cefadroxila ou cefalexina (cefalosporinas de 1ª geração) são recomendadas como alternativa eficaz. A persistência dos sintomas indica provável resistência ou insucesso do tratamento anterior, sendo necessária a substituição do antibiótico, não o simples aumento da dose, que não traria benefício.
Análise da alternativa INCORRETA (“manter esse antibiótico em dose dobrada”):
Dobrar a dose da amoxicilina diante da falha terapêutica é inadequado. Tal conduta não aumenta a eficácia diante de possíveis mecanismos de resistência bacteriana ou do não-erradicação do patógeno. Além disso, há risco de efeitos adversos desnecessários.
Estratégias para provas: Fique atento a pegadinhas que sugerem apenas aumentar dose quando ocorre falha clínica significativa – geralmente, o correto será mudar a abordagem terapêutica, especialmente em casos com protocolos bem estabelecidos como faringite estreptocócica.
Protocolos e evidências: As principais diretrizes (incluindo UpToDate e protocolos nacionais) recomendam substituir a amoxicilina por cefalosporina de 1ª geração quando há insucesso (Sociedade Brasileira de Pediatria, Ministério da Saúde). Prosseguir com o mesmo antibiótico, mesmo em dose aumentada, não é respaldado pela literatura.
Resumo final: Em crianças com faringite bacteriana, persistência dos sintomas após curso de amoxicilina exige TROCA de antibiótico, nunca aumento de dose.
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