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Q3057583 Medicina
        Um paciente de 6 anos de idade, com história de crises recorrentes de taquidispneia havia um ano, foi levado para atendimento médico. Os pais relatam que as crises geralmente estão associadas à mudança climática e à atividade física. Referem episódios de tosse noturna nos últimos dois meses. No momento do atendimento, a criança apresentou antropometria adequada para a idade e exame cardiovascular e pulmonar sem alterações. 

Com base nesse caso hipotético, julgue o item.


O diagnóstico só é possível após a realização de espirometria.

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Tema central: Diagnóstico de asma em crianças

Justificativa da alternativa correta (Errado – E):

A questão afirma que “o diagnóstico só é possível após a realização de espirometria”. Isso está incorreto. Em Pediatria, o diagnóstico de asma é eminentemente clínico, principalmente em crianças, mesmo acima de 5 anos. A avaliação baseia-se em: crises recorrentes de sintomas respiratórios (taquidispneia, tosse noturna, chiado), história de fatores desencadeantes (atividade física, mudança climática) e resposta a broncodilatadores.

Exemplo prático: Uma criança de 6 anos com crises de sibilância, dispneia aos esforços e melhora com broncodilatador pode ser diagnosticada como asmática mesmo sem exames complementares.

Para reforçar, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Asma, do Ministério da Saúde afirma:
"O diagnóstico de asma se dá mediante a identificação de critérios clínicos e funcionais, obtidos pela anamnese, exame físico e exames de função pulmonar (espirometria). Em crianças até os cinco anos o diagnóstico é eminentemente clínico..."

Em crianças acima de 5 anos, a espirometria pode ser feita se disponível e se houver dúvidas, mas não é obrigatória se o quadro for claro do ponto de vista clínico.

Análise de pegadinha da questão: A pegadinha clássica é sugerir que exames complementares são sempre obrigatórios para confirmar diagnóstico pediátrico, o que não é verdade na asma, pois existem limitações técnicas para a realização da espirometria em crianças pequenas e casos claros dispensam o exame.

Resumindo: A espirometria auxilia no diagnóstico, mas não é indispensável; se a história clínica for típica, o diagnóstico de asma pode (e deve) ser feito para iniciar tratamento e melhorar o prognóstico da criança.
Essas orientações estão em sintonia com as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.

Estratégia para provas: Em questões pediátricas sobre diagnóstico, desconfie de afirmações de exclusividade (“só é possível se...”) e busque respaldo em critérios clínicos, especialmente para doenças comuns como asma.

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