Márcia, 38 anos, comparece à emergência devido a quadro de ...
Sobre o caso em questão, a alternativa diagnóstica mais provável e o respectivo exame complementar que confirmaria tal hipótese são:
Gabarito comentado
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Tema central: Colecistite aguda é um quadro inflamatório da vesícula biliar, geralmente decorrente de obstrução do ducto cístico por cálculo. Manifesta-se por dor abdominal no hipocôndrio direito, frequentemente irradiando para epigástrio, associada a náuseas, vômitos e sinal de Murphy positivo (interrupção súbita da inspiração durante palpação do hipocôndrio direito) — achado típico e altamente sugestivo. Febre baixa e comprometimento do estado geral podem estar presentes.
Justificativa da alternativa correta (D):
A ultrassonografia (USG) abdominal superior é o exame de escolha para confirmar colecistite aguda: é não invasivo, acessível, rápido e identifica sinais como espessamento da parede vesicular, líquido perivesicular e presença de cálculos. Segundo as Diretrizes de Tokyo 2018 (TG18): “Para diagnóstico definitivo exige-se um sinal local de inflamação, um sistêmico e achados de imagem compatíveis.” O caso apresentado reúne todos estes critérios — quadro clínico típico e sinal de Murphy, febre baixa e exame objetivo sugestivo.
Análise das alternativas incorretas:
A) Pancreatite: dosagem de fosfatase alcalina e Gama-GT
Incorreto. O diagnóstico de pancreatite depende da dosagem de amilase e lipase (e não de enzimas canaliculares). Além disso, dor pancreática tipicamente irradia em faixa para dorso.
B) Colangite: dosagem de amilase e lipase
Errado. Amilase e lipase não são centrais na avaliação de colangite. O quadro clássico (tríade de Charcot: dor, icterícia, febre alta) não está presente aqui.
C) Apendicite: TC de abdômen superior
Incompatível. Apendicite tem dor em fossa ilíaca direita. Além disso, a TC de abdômen não é o exame primário neste contexto e o quadro clínico não sugere apendicite.
E) Coledocolitíase: CPRE
Inadequado. CPRE é exame reservado para suspeita de obstrução de via biliar principal, não sendo indicado para confirmação de colecistite.
Estratégias de prova: Atenção a sinais clínicos específicos (como Murphy) e escolha adequada do exame complementar. Questões assim frequentemente testam o raciocínio clínico-lógico — foque nos achados clássicos e confirme o exame mais sensível e específico segundo diretrizes atuais.
Concluindo: O cenário clínico típico + sinal de Murphy positivo + exame complementar prioritário confirmam colecistite aguda via USG. Direcione sempre o raciocínio para confirmar a principal hipótese diante do quadro apresentado.
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