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Q1862037 Medicina
Carla, 35 anos, compareceu à unidade de saúde, localizada no município de Guanhães (MG). Sua queixa era de febre alta há 3 dias (38,5°C), cefaleia associada a dor retro-orbitária. Ao exame: Paciente agitada, com presença de taquicardia e taquipneia, hipotensão postural, extremidades frias e úmidas, pulso fraco e filiforme.
Qual a classificação da paciente e conduta?
Alternativas

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Tema central: Nesta questão, abordamos classificação e conduta frente à dengue grave, orientados pelos sinais clínicos apresentados pela paciente, segundo as diretrizes atuais do Ministério da Saúde.

Justificativa da alternativa correta (E): A paciente apresenta febre alta, cefaleia, dor retro-orbitária e, principalmente, sinais de choque (hipotensão postural, extremidades frias e úmidas, pulso fraco e filiforme, taquicardia e taquipneia). Esses achados evidenciam extravasamento plasmático e instabilidade hemodinâmica, o que, segundo o “Dengue: diagnóstico e manejo clínico – adulto e criança” do Ministério da Saúde (p. 33-34), corresponde ao Grupo D – Dengue grave com choque.

A conduta indicada para essa classificação exige:

  • Reposição volêmica endovenosa imediata para restaurar o volume circulante perdido;
  • Internação em leito de UTI (monitorização clínica e laboratorial FREQUENTE);
Como descrito literalmente no protocolo: "Pacientes com sinais de choque, como hipotensão postural, extremidades frias e úmidas, pulso fraco e filiforme, devem ser classificados no Grupo D. A conduta recomendada inclui reposição volêmica por via endovenosa e tratamento hospitalar em leito de terapia intensiva, associada à monitorização clínica e laboratorial frequente."

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Grupo A: engloba pacientes SEM sinais de alarme ou choque — não condiz com o quadro clínico apresentado (grave!).
  • B) Grupo B: observação hospitalar não é suficiente; sinais vitais gravemente alterados requerem terapia intensiva, não apenas hidratação oral.
  • C/D) Grupo C: refere-se a sinais de alarme, mas sinais de choque já classifica obrigatoriamente para Grupo D. Monitorização intensiva em UTI é imprescindível, diferentemente do Grupo C.

Estratégia de interpretação: Questões como essa cobram o reconhecimento de SINAIS GRAVES (choque) e saber imediatamente indicá-los como Grupo D. Atenção aos detalhes sobre extremidades frias, pulso filiforme e instabilidade hemodinâmica — são palavras-chave que sinalizam necessidade de conduta agressiva em ambiente de UTI.

Segundo o Ministério da Saúde, a intervenção rápida nestes casos diminui mortalidade. Estar atento aos sinais de gravidade é fundamental para a decisão clínica correta em concursos e na prática.

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A paciente Carla apresenta sinais que indicam uma possível infecção grave, com comprometimento de múltiplos órgãos. Sua taquicardia, taquipneia, hipotensão postural, extremidades frias e úmidas, pulso fraco e filiforme indicam que a paciente está em estado de choque, o que pode ser causado por sepse. Neste caso, a conduta adequada é a do Grupo D, com reposição volêmica por via endovenosa e tratamento hospitalar em leito de terapia intensiva, associada à monitorização clínica e laboratorial frequente. Essa conduta se justifica pela necessidade de tratamento imediato e agressivo da sepse, com a administração de antibióticos de amplo espectro e de medidas de suporte hemodinâmico, visando estabilizar o quadro clínico do paciente.

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