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Q3512041 Medicina
Mulher de 55 anos, com história de fadiga, prurido e elevação das enzimas canaliculares, apresenta hipotireoidismo e osteopenia.
O marcador laboratorial mais característico da colangite biliar primária é a presença de:
Alternativas

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Tema central: Colangite Biliar Primária (CBP), doença colestática autoimune que acomete principalmente mulheres de meia-idade, com fadiga, prurido e elevação de FA/GGT, frequentemente associada a outras autoimunidades (ex.: hipotireoidismo) e complicações como osteopenia.

Raciocínio clínico: O quadro descrito é típico de CBP. Em provas, reconheça a tríade: mulher + colestase + prurido, somada a doenças autoimunes e alterações ósseas por má absorção de vitaminas lipossolúveis.

Alternativa correta (E) – Antimitocôndria (AMA): O AMA (principalmente subtipo M2) é o marcador mais característico e tem alta sensibilidade (≈90–95%) e alta especificidade para CBP. Confere diagnóstico quando associado a padrão colestático persistente. Diretrizes AASLD/EASL e Harrison’s ressaltam AMA-M2 como o principal autoanticorpo da CBP.

Diagnóstico (resumo para provas): Basta 2 dos 3: (1) colestase crônica (FA elevada por >6 meses), (2) AMA positivo (ou ANA específicos anti-gp210/anti-sp100 em AMA-negativo), (3) biópsia compatível (colangite destrutiva não supurativa com “florid duct lesion”). A biópsia pode ser dispensada se AMA positivo e colestase. Fonte: AASLD 2018/2021; EASL 2017; UpToDate.

Conduta essencial (contexto): Ácido ursodesoxicólico é terapia de escolha; falha/resposta parcial: obetichólico e/ou fibratos. Prurido: colestiramina. Prevenção/tratamento de osteopenia e reposição de vitaminas. (Apenas para reforço; a questão é de marcador sérico.)

Análise das alternativas incorretas:

A) FAN (ANA): Pode estar presente na CBP, especialmente anti-gp210 e anti-sp100, úteis quando AMA é negativo, mas não é o marcador mais característico. FAN “inespecífico” aparece em várias autoimunidades.

B) Antimúsculo liso e D) Antiactina: marcadores clássicos de hepatite autoimune tipo 1, não de CBP. Associam-se a necroinflamação hepatocelular (transaminases elevadas), e não a padrão colestático predominante.

C) Antimicrossomal: Pode remeter a anti-LKM-1 (hepatite autoimune tipo 2, mais em crianças) ou ao “antimicrossomal tireoidiano” (anti-TPO) em tireoidite de Hashimoto. A paciente tem hipotireoidismo (pegadinha), mas isso não define CBP; o marcador específico da CBP é o AMA.

Pegadinha da prova: A associação com hipotireoidismo pode induzir a marcar “antimicrossomal”. Lembre: em CBP, o autoanticorpo-chave é o AMA-M2.

Conclusão: O marcador mais característico da colangite biliar primária é o anticorpo antimitocôndria (AMA) — alternativa E. Referências: AASLD/EASL PBC Guidelines; Harrison’s; UpToDate.

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