Em relação ao rastreamento de câncer de mama, pode-se afirma...
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Tema central: O rastreamento do câncer de mama é uma diretriz essencial da saúde pública. O objetivo das políticas nacionais é maximizar benefícios e minimizar danos, baseando-se em evidências científicas. No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) atualiza periodicamente suas recomendações, fundamentando condutas em revisões sistemáticas, consenso de especialistas e análise de custo-efetividade.
Análise da alternativa correta – A: Correta. O MS afirma ser incerto o balanço entre benefícios e malefícios do exame clínico das mamas (ECM) para rastreamento. Estudos internacionais apontam que o ECM pode aumentar falsos positivos, ansiedade e intervenções desnecessárias, além de sua menor sensibilidade em relação à mamografia. Como está nas “Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil”: “não há evidências de que o ECM como rastreio reduz mortalidade por câncer de mama” — por isso, NÃO é método recomendado de rastreamento populacional.
Análise das alternativas incorretas:
B) Incorreta. Mamografia de rastreamento é recomendada apenas de 50 a 69 anos, a cada 2 anos. Abaixo de 50, os riscos superam potenciais benefícios (Atenção à pegadinha da idade inicial de 40 anos!).
C) Incorreta. O MS não recomenda o autoexame das mamas como método de rastreamento, pois não reduz mortalidade e aumenta detecções de lesões benignas, causando procedimentos desnecessários.
D) Incorreta. Embora relacione corretamente a mamografia para 50-69 anos a cada 2 anos, a ultrassonografia não é recomendada para rastreamento em menores de 40 anos. O exame só é indicado para avaliação diagnóstica, não rastreio.
E) Incorreta. Ressonância magnética NÃO é recomendada para rastreamento pelo MS, reservando-se apenas para casos específicos (ex.: alto risco hereditário, mediante avaliação individualizada).
Ponto-chave para provas: Atente-se à faixa etária do rastreamento (50-69 anos), à não recomendação do ECM e do autoexame e ao uso exclusivo da mamografia como método populacional de rastreamento. Essas nuances são frequentemente abordadas como “pegadinhas”.
Referência: Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil (Ministério da Saúde).
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Atualmente não se recomenda o autoexame das mamas como técnica a ser ensinada às mulheres para rastreamento do câncer de mama. Grandes estudos sobre o tema demonstraram baixa efetividade e possíveis danos associados a essa prática. Entretanto, a postura atenta das mulheres no conhecimento do seu corpo e no reconhecimento de alterações suspeitas para procura de um serviço de saúde o mais cedo possível – estratégia de conscientização – permanece sendo importante para o diagnóstico precoce do câncer de mama. A mulher deve ser estimulada a conhecer o que é normal em suas mamas e a perceber alterações suspeitas de câncer, por meio da observação e palpação ocasionais de suas mamas, em situações do cotidiano, sem periodicidade e técnica padronizadas como acontecia com o método de autoexame.
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• A mamografia de rastreamento – exame de rotina em mulheres sem sinais e sintomas de câncer de mama – é recomendada na faixa etária de 50 a 69 anos, a cada dois anos. Fora dessa faixa etária e dessa periodicidade, os riscos aumentam e existe maior incerteza sobre benefícios.
• A mamografia permite identificar melhor as lesões mamárias em mulheres após a menopausa. Antes desse período, as mamas são mais densas e a sensibilidade da mamografia é reduzida, gerando maior número de resultados falso-negativos (resultado negativo para câncer em pacientes com câncer) e também de falsos-positivos (resultado positivo para câncer em pacientes sem câncer), o que gera exposição desnecessária à radiação e a necessidade de realização de mais exames.
• O Ministério da Saúde recomenda contra o rastreamento com mamografia em mulheres com menos de 50 anos (recomendação contrária forte: os possíveis danos claramente superam os possíveis benefícios). Por isso, também as principais diretrizes e programas de rastreamento do mundo não recomendam o rastreamento de mulheres abaixo desta idade.
• O rastreamento com mamografia, mesmo na faixa etária recomendada, implica em riscos que precisam ser conhecidos pelas mulheres. Além dos resultados falso-positivos e falso-negativos, o rastreamento pode identificar cânceres de comportamento indolente, que não ameaçariam a vida da mulher e que acabam sendo tratados (sobrediagnóstico e sobretratamento), expondo-a a riscos e danos associados. As mulheres devem ser orientadas sobre riscos e benefícios do rastreamento mamográfico para que possam, em conjunto com o médico, decidir sobre a realização dos exames de rotina e exercer sua autonomia.
• A avaliação das Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil é de que, na faixa etária de 50 a 69 anos e com periodicidade bienal, os possíveis benefícios do rastreamento superam seus riscos.
• Atualmente não se recomenda o autoexame das mamas como técnica a ser ensinada às mulheres para rastreamento do câncer de mama. Grandes estudos sobre o tema demonstraram baixa efetividade e possíveis danos associados a essa prática. Entretanto, a postura atenta das mulheres no conhecimento do seu corpo e no reconhecimento de alterações suspeitas para procura de um serviço de saúde o mais cedo possível – estratégia de conscientização – permanece sendo importante para o diagnóstico precoce do câncer de mama. A mulher deve ser estimulada a conhecer o que é normal em suas mamas e a perceber alterações suspeitas de câncer, por meio da observação e palpação ocasionais de suas mamas, em situações do cotidiano, sem periodicidade e técnica padronizadas como acontecia com o método de autoexame.
Gabarito: D
letra A
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