A prefeitura implanta um sistema de agendamento digital par...

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Q3838453 Ética na Administração Pública
A prefeitura implanta um sistema de agendamento digital para atendimentos presenciais. Na sequência, cidadãos sem acesso à internet ou sem habilidade tecnológica passam a enfrentar dificuldades para conseguir horários disponíveis, que se esgotam rapidamente. Dado esse contexto, um servidor percebe que a modernização, embora eficiente para a maioria, criou uma barreira invisível para populações vulneráveis. Analise as afirmativas apresentadas a seguir:

I.A eficiência administrativa alcançada pelo sistema digital justifica eventuais dificuldades enfrentadas por parcela minoritária da população atendida.
II.O servidor que identifica essa falha sistêmica tem o dever ético de reportá-la, contribuindo para o aprimoramento contínuo do serviço.
III.Criar mecanismos alternativos de agendamento para grupos vulneráveis representa tratamento desigual e fere o princípio da impessoalidade.
IV.A dimensão ética da administração pública exige que a modernização tecnológica não produza exclusão de cidadãos em situação de vulnerabilidade.

É correto o que se afirma em:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão se resolvia pela incompatibilidade entre eficiência média e exclusão de cidadãos vulneráveis, somada ao dever do servidor de apontar a falha.

Tema central: ética e acesso equânime
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque depende de I e III, e ambas são falsas. I erra ao admitir que a eficiência administrativa justifique a dificuldade de acesso imposta a grupo vulnerável. III erra porque criar mecanismo alternativo para remover barreira objetiva de acesso não configura, por si, violação da impessoalidade.
B
Errada
Está errada porque, embora IV seja correta, III é incorreta. A impessoalidade não impede automaticamente a adoção de via alternativa para quem ficou excluído pelo modelo digital; segundo a base, essa diferenciação pode concretizar atendimento equânime.
C
Errada
Está errada porque II é correta, mas I é incorreta. O erro de I é tratar a eficiência média do sistema como suficiente para legitimar prejuízo de acesso a uma minoria vulnerável, o que contraria o limite ético apontado na base.
D
Certa
A alternativa D está certa porque reúne as duas afirmações compatíveis com a ética na administração pública no caso concreto. A II se sustenta no dever funcional de comunicar falha sistêmica que prejudica o atendimento. A IV também se sustenta porque a modernização tecnológica não pode produzir exclusão de cidadãos em situação de vulnerabilidade.
E
Errada
Está errada porque inclui I e III, que não se sustentam. Nem a eficiência prevalece sobre a necessidade de acesso não excludente, nem a criação de mecanismo alternativo para vulneráveis viola automaticamente a impessoalidade.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tomar eficiência média como justificativa ética suficiente e, ao mesmo tempo, tratar medidas de inclusão para remover barreiras objetivas como se fossem favorecimento incompatível com a impessoalidade.
Dica para questões semelhantes
  • Se uma solução administrativa melhora o serviço para a maioria, mas cria barreira relevante para vulneráveis, a análise ética exige verificar inclusão real no acesso, não apenas ganho de eficiência.
  • Ao perceber falha sistêmica com impacto no atendimento, o servidor deve comunicar o problema; omissão não se compatibiliza com o dever de aprimoramento do serviço.
  • Medidas alternativas de acesso voltadas a neutralizar barreiras objetivas não devem ser confundidas automaticamente com quebra da impessoalidade.

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