Nas lesões do anel pélvico por mecanismo de cisalhamento da...
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Tema central: A questão trata de traumatismo do anel pélvico causado por mecanismo de cisalhamento na articulação sacroilíaca, exigindo conhecimento sobre anatomia vascular da pelve e mecanismos de lesão com risco elevado para choque hipovolêmico.
Justificativa da alternativa correta: A artéria glútea superior (alternativa D) é o vaso mais frequente e criticamente atingido em lesões do anel pélvico, especialmente aquelas por cisalhamento vertical da articulação sacroilíaca. Tal mecanismo ocorre tipicamente após quedas de altura ou acidentes de alta energia, provocando deslocamento da hemipelve e ruptura de ligamentos importantes. A artéria glútea superior é ramo volumoso da ilíaca interna, passando próximo da articulação sacroilíaca – o que a torna especialmente vulnerável. Sua lesão pode levar a quadro grave de hemorragia rápida, evoluindo para choque hipovolêmico.
Segundo o Advanced Trauma Life Support (ATLS), hemorragias arteriais associadas à instabilidade pélvica devem ser imediatamente reconhecidas devido ao alto risco para a vida do paciente.
Análise das alternativas incorretas:
A) Artéria ilíaca comum: Embora seja de grande calibre e de posição nobre, raramente é lesada em cisalhamento sacroilíaco, pois está localizada mais superiormente à articulação sacroilíaca. Lesões desse vaso costumam envolver traumas de alta energia com múltiplas fraturas e deslocamentos maiores.
B) Artéria pudenda: Ramo da ilíaca interna, porém localizado em direção anterior e inferior à pelve. Em geral, sua lesão está associada a traumas perineais ou fraturas envolvendo o ramo isquiopúbico.
C) Artéria sacral mediana: Embora situada na linha média posterior, sua lesão é mais associada a fraturas envolvendo a base do sacro e não a deslocamentos do anel pélvico.
Estratégias para prova: Ao analisar a topografia dos vasos pélvicos, avalie a relação com o local e o tipo de fratura. Pegadinhas comuns envolvem confundir grandes vasos centrais (como a ilíaca comum) com ramos que estão de fato mais expostos em cada mecanismo de trauma.
Referências: O ATLS (10ª ed.) destaca a importância do reconhecimento rápido de hemorragias arteriais nos traumas pélvicos. Revisão em publicações nacionais, incluindo a Revista Brasileira de Ortopedia, confirma a artéria glútea superior como a mais frequentemente lesada neste contexto.
Resumo final: A artéria glútea superior é o vaso mais comum e criticamente atingido nos mecanismos de cisalhamento do anel pélvico, sendo foco primário em manejo do trauma.
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