Uma adolescente de 14 anos procura uma unidade básica
de saúde com queixa de cefaleia. Ela conta que, durante a
prova de matemática, apresentou dificuldade para enxergar
os enunciados; ela descreve que via “imagens brilhantes” e que,
a seguir, a visão dela ficou como uma mancha escura e passou
a ter dor de cabeça. Depois de 30 minutos, a visão se
normalizou. A menina tentou continuar a prova, mas a dor na
lateral da cabeça começou a latejar e piorou. Em seguida, teve
vontade de vomitar e precisou sair da sala às pressas. Ela diz que
nunca teve isso antes e que os sons mais fortes estão muito
desconfortáveis. A paciente nega o uso de anticoncepcional
oral. Ao exame físico, está pálida, sudoréica, nauseada e com
dor. Com relação aos sinais vitais, apresenta pressão arterial
de 110 × 70 mmHg; frequência cardíaca de 96 batimentos por
minuto; frequência respiratória de 14 incursões respiratórias
por minuto; e temperatura axilar de 36,9 °C. Não há sinais
neurológicos focais, nem sinais meníngeos, e o exame de fundo
de olho revela pulso venoso espontâneo presente.
Em relação ao quadro clínico apresentado, a hipótese mais
provável é de cefaleia causada por