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Q3837962 Medicina
Uma paciente de 31 anos vem para avaliação encaminhada da ginecologista. A queixa era de amenorreia, e ela chega com uma prolactina de 70ng/ml. Também apresentava queixa visual, e a RM mostrou uma lesão selar de 2,5 x 2,1 x 2,1 cm.
Sobre o caso, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em uma macrolesão selar de 2,5 cm com queixa visual, prolactina de 70 ng/mL é baixa para um macroprolactinoma típico e sugere mais efeito compressivo da haste hipofisária, o que torna obrigatória a avaliação dos demais eixos hipofisários; por isso, a alternativa A é a correta.

Tema central: Efeito de haste hipofisária
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A acerta em dois pontos decisivos. Primeiro, toda macrolesão selar com sintoma compressivo exige avaliação endocrinológica ampla dos demais hormônios hipofisários, porque pode haver hipopituitarismo ou outra alteração funcional associada. Segundo, a prolactina de 70 ng/mL é apenas moderadamente elevada para uma lesão de 2,5 cm, o que favorece hiperprolactinemia por perda do tônus dopaminérgico inibitório da haste hipofisária. Em macroprolactinomas, costumam ser esperados níveis bem mais altos de prolactina; a faixa acima de 200 ng/mL é classicamente muito sugestiva de prolactinoma.
B
Errada
Está errada porque elevação de prolactina, isoladamente, não define prolactinoma nem autoriza tratamento automático com bromocriptina ou cabergolina. Nesta questão, a combinação de macrolesão selar grande com prolactina de apenas 70 ng/mL aponta mais para efeito de haste do que para adenoma lactotrófico secretor típico. Iniciar agonista dopaminérgico sem firmar a etiologia e sem avaliação global da hipófise é inadequado nesse cenário.
C
Errada
Está errada porque nega uma correlação fisiopatológica importante. Nos prolactinomas, existe correlação geral entre tamanho tumoral e nível de prolactina; macroprolactinomas tendem a cursar com prolactinas mais elevadas. Essa correlação é justamente uma das bases para diferenciar prolactinoma de efeito de haste em massas selares.
D
Errada
Está errada pelo caráter absoluto e pelo conteúdo médico incorreto. Tratamento medicamentoso de prolactinoma não torna impossíveis complicações. A base afirma que agonistas dopaminérgicos não são isentos de risco e que podem ocorrer complicações como fístula liquórica, piora visual ou disfunções endócrinas em determinados contextos. Dizer que o tratamento clínico elimina a possibilidade dessas complicações é falso.
E
Errada
Está errada porque inverte o padrão pós-operatório conhecido. Após cirurgia de tumor hipofisário, diabetes insipidus transitória é mais frequente; diabetes insipidus permanente não é complicação muito comum. Portanto, a alternativa contraria o comportamento clínico esperado dessa complicação neuroendócrina.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre 'prolactina elevada' e 'prolactinoma'. O dado que desmonta esse raciocínio automático é a macrolesão selar grande com prolactina apenas moderadamente aumentada, padrão mais compatível com efeito de haste.
Dica para questões semelhantes
  • Compare sempre o tamanho da lesão selar com a magnitude da prolactina; valor moderado em massa grande favorece efeito de haste.
  • Em massa hipofisária com sintomas compressivos, não avalie só prolactina: os demais eixos hipofisários precisam ser investigados.
  • Desconfie de alternativas que transformam hiperprolactinemia em diagnóstico automático de prolactinoma ou em indicação imediata de agonista dopaminérgico.
  • Afirmações absolutas como 'impossível' e inversões de frequência de complicações costumam contrariar o comportamento clínico real.

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