O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
SC trata apenas 33,9% do esgoto e, neste
ritmo, só atingirá metas de saneamento em 2055
Sem lei estadual de regionalização, Estado coleta pouco
mais de um terço do esgoto e segue distante da meta de
universalização prevista no novo marco legal
Santa Catarina, Estado reconhecido pelos bons
indicadores de qualidade de vida, está muito atrás da
média nacional quando o assunto é coleta e tratamento
de esgoto. Segundo dados do Sistema Nacional de
Informações em Saneamento (SNIS), apenas 33,9% da
população catarinense é atendida por redes coletoras
ligadas a estações de tratamento, enquanto a média
nacional chega a 59,7%.
O Instituto Trata Brasil calcula que, no ritmo atual, o
Estado só atingirá as metas do novo marco legal do
saneamento em 2055 — ou seja, 30 anos após o prazo
estabelecido pela lei, que prevê 99% da população com
acesso à água potável e 90% com tratamento de esgoto
até 2033
A falta de tratamento adequado resulta em um despejo
diário de 775 milhões de litros de esgoto bruto na
natureza, o equivalente a 310 piscinas olímpicas cheias de água suja. Para o professor de Engenharia Sanitária
e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC), Rodrigo Mohedano, os prejuízos vão muito além
do meio ambiente: "A gente acaba com todos os
sistemas ecossistêmicos que a natureza gera para nós.
O prejuízo não é só ambiental, mas também na saúde
pública, na economia, no turismo e na qualidade de
vida".
De acordo com a presidente-executiva do Instituto Trata
Brasil, Luana Pretto, os investimentos no setor estão
muito abaixo do necessário.