Na interface com psicofarmacoterapia, o psicólogo acompanha...

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Q3649899 Psicologia
Na interface com psicofarmacoterapia, o psicólogo acompanha adesão, efeitos e riscos, articulando-se com a equipe para decisões clínicas como
Alternativas

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Alternativa correta: D

1. Tema central da questão:
Esta questão aborda a atuação do psicólogo na interface com a psicofarmacoterapia. O foco está em compreender o papel do psicólogo no acompanhamento de pacientes em uso de psicofármacos, especialmente sem ultrapassar os limites éticos e legais da profissão e sempre em articulação com a equipe multiprofissional.

2. Resumo teórico:
O psicólogo não prescreve medicamentos, mas tem papel fundamental no monitoramento de efeitos, adesão ao tratamento e comunicação com o prescritor (geralmente médico ou psiquiatra). De acordo com o Conselho Federal de Psicologia (CFP) e diretrizes como a Resolução CFP 018/2002, o psicólogo deve observar e registrar reações, identificar sinais de risco e apoiar o paciente na adesão ao tratamento, respeitando sempre os limites de sua atuação.

3. Justificativa da alternativa correta (D):
A alternativa D descreve práticas adequadas do psicólogo: monitorização estruturada dos efeitos, registro de sinais de alarme, comunicação tempestiva com o prescritor e apoio à adesão. Todas essas ações respeitam a ética profissional e a atuação multiprofissional, conforme recomendado em manuais de psicofarmacologia clínica (por exemplo, Goodman & Gilman e protocolos do Ministério da Saúde).

4. Análise das alternativas incorretas:

  • A: A titulação de dose e ajustes diretos do esquema medicamentoso são atribuições exclusivas do prescritor (médico ou psiquiatra), não do psicólogo.
  • B: Substituir fármacos por fitoterápicos não é responsabilidade do psicólogo, tampouco é considerado via de primeira linha nas diretrizes clínicas.
  • C: A interrupção abrupta de medicação pode ser perigosa e só é decidida pelo prescritor; jamais é estratégia do psicólogo.
  • E: Prescrever benzodiazepínicos é atribuição médica; psicólogos não têm habilitação para prescrição de psicofármacos.

5. Estratégias de interpretação:
Procure identificar ações compatíveis com as atribuições do psicólogo. Desconfie de alternativas que envolvam prescrição, ajuste de doses ou decisões clínicas privativas do médico. Palavras como “ajuste direto”, “prescrição” ou “interrupção abrupta” são sinal de pegadinha.

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