A maior parte das gestantes não têm complicações durante a ...
Leia alguns destes sinais:
I. Perder líquidos ou sangue pela vagina; II. Acordar com as pernas, mãos, braços e olhos inchados; III. Ter contrações fortes na barriga antes do período previsto para o parto; IV. A barriga parar de crescer ou crescer demais; V. Se no último trimestre de gestação a mãe não sentir o bebê mexer por mais de 24 horas.
Marque a opção que contém somente os sinais de risco na gravidez.
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Tema central: Sinais de alarme na gestação que exigem avaliação imediata, pois podem indicar risco materno-fetal. Reconhecer esses sinais é essencial no pré-natal.
Gabarito: E
Justificativa clínica (por item):
I. Perda de líquido ou sangue vaginal: sugere rotura prematura de membranas (risco de infecção e prematuridade) ou hemorragia (ameaça de abortamento, placenta prévia/Descolamento Prematuro de Placenta). Conduta: exame especular, testes para líquido amniótico, avaliação fetal e hemodinâmica materna. Referências: Ministério da Saúde – Atenção ao Pré-Natal; WHO ANC 2016.
II. Edema em mãos/face/olhos ao acordar: pode indicar pré-eclâmpsia quando associado a PA elevada e/ou proteinúria. Embora edema isolado seja comum, o edema súbito/generalizado, especialmente em face e mãos, é sinal de alerta. Conduta: PA, proteinúria, exames laboratoriais e avaliação fetal. Diretrizes: MS e ACOG/UpToDate.
III. Contrações fortes antes do termo: sugestivas de trabalho de parto prematuro (≥6 contrações/hora, modificações cervicais). Conduta: cardiotocografia, toque, ultrassom cervical, terapias conforme idade gestacional. Referências: MS; UpToDate.
IV. Barriga parar de crescer ou crescer demais: pode sinalizar restrição de crescimento fetal/oligoidrâmnio (fundo uterino estagnado) ou polidrâmnio/macrossomia (crescimento excessivo), frequentemente associadas a diabetes gestacional ou malformações. Conduta: medida do fundo uterino, USG com biometria e líquido amniótico. Diretrizes: MS; WHO.
V. Ausência de movimentos fetais por >24h no 3º trimestre: indica redução da vitalidade fetal e risco de sofrimento ou óbito fetal. Conduta: orientação para estímulos, se mantido, realizar cardiotocografia e ultrassom com perfil biofísico. Referências: MS; RCOG/UpToDate.
Estratégia de prova: memorize o mnemônico “Sangue/Líquido – Dor/Contração – Edema súbito – Crescimento anormal – Movimentos reduzidos”. Se todos estiverem presentes, a alternativa deve incluir I–V.
Análise das alternativas incorretas:
A (I, II, III): exclui IV e V, ambos sinais clássicos de risco (crescimento anormal e redução de movimentos).
B (I, II, III, IV): falta V, que é um dos mais importantes sinais de alerta no 3º trimestre.
C (I, III, IV): omite II (edema sugestivo de pré-eclâmpsia) e V.
D (II, III, IV): exclui I (sangramento/perda de líquido), potencialmente graves.
Condutas-chave ao identificar sinais de risco: avaliação imediata em serviço de urgência, verificação de PA, ausculta de BCF, cardiotocografia, ultrassom, exames laboratoriais (proteinúria, hemograma, função renal/hepática) conforme suspeita. Baseado em Ministério da Saúde – Caderno de Atenção ao Pré-Natal e WHO ANC 2016.
Mantenha foco no conjunto de sinais e nos que exigem ação imediata (sangramento, perda de líquido, dor/contração, edema súbito de face/mãos, alteração do crescimento, menos movimentos fetais).
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