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Q3908052 Enfermagem
m uma Unidade de Pronto Atendimento, o enfermeiro Paulo atua no acolhimento com classificação de risco da unidade, conforme as diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH). Durante o seu plantão, chegam simultaneamente os seguintes pacientes:
• Adulto com dor torácica que vai e volta e sudorese.
• Criança com febre há 24 horas, ativa e sem sinais de gravidade.
• Idoso com dispneia súbita e cianose periférica.
• Gestante com dor abdominal leve, sem sangramento.
• Adolescente com náusea após comer um açaí.
Considerando os princípios do acolhimento e da classificação de risco, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na classificação de risco, a prioridade é definida pela gravidade clínica e pelo risco iminente à vida, não pela ordem de chegada. No caso, o idoso com dispneia súbita e cianose periférica reúne sinais de gravidade respiratória que o tornam o paciente de maior urgência entre os descritos, justificando o atendimento imediato e o gabarito C.

Tema central: Classificação de risco
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o acolhimento com classificação de risco não organiza o atendimento por ordem cronológica de chegada. O critério médico-operacional é a gravidade, a vulnerabilidade e o potencial de agravamento. Aplicar fila comum diante de um paciente com dispneia súbita e cianose atrasaria o atendimento de um quadro com risco iminente à vida.
B
Errada
Está errada porque náusea isolada após alimentação, sem qualquer dado de desidratação, alteração do sensório, dor intensa, instabilidade hemodinâmica ou toxidrome grave, não justifica prioridade sobre quadros cardiopulmonares agudos. Pela descrição fornecida, não há fundamento clínico para classificá-lo obrigatoriamente como amarelo, muito menos para priorizá-lo.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o idoso apresenta o quadro mais imediatamente ameaçador entre os descritos. Dispneia súbita com cianose periférica é sinal de gravidade respiratória e de possível comprometimento cardiopulmonar agudo, com risco de deterioração rápida. Na triagem, esse achado tem precedência porque a classificação de risco prioriza ameaça atual às funções vitais. Mesmo havendo outro caso grave, como dor torácica com sudorese, o enunciado dá ao idoso a manifestação mais evidente de instabilidade imediata.
D
Errada
Está errada porque febre há 24 horas em criança ativa e sem sinais de gravidade não define emergência absoluta. O próprio enunciado afasta os marcadores que sustentariam essa classificação, como letargia, desconforto respiratório, convulsão, sinais de sepse, desidratação grave ou instabilidade. Sem esses achados, o caso não compete com um quadro de insuficiência respiratória aguda manifesta.
E
Errada
Está errada porque gestação não determina, por si só, classificação vermelha. A prioridade depende da avaliação clínica. Dor abdominal leve sem sangramento, como descrito, não fornece sinal objetivo de instabilidade ou urgência máxima. Transformar toda gestante automaticamente em vermelho contraria a lógica da classificação de risco, que depende de sinais e sintomas de gravidade.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre prioridade clínica real e critérios indevidos de priorização: ordem de chegada, pertencimento a grupo vulnerável e queixas que chamam atenção. O ponto decisivo era reconhecer que dispneia súbita com cianose representa risco vital mais imediato do que os demais quadros descritos.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro procure sinais objetivos de ameaça às funções vitais; eles superam ordem de chegada e características isoladas do paciente.
  • Dispneia súbita associada à cianose deve ser lida como gravidade respiratória imediata na triagem.
  • Dor torácica com sudorese também é quadro grave, mas compare qual caso mostra comprometimento vital mais manifesto no enunciado.
  • Ser gestante, criança ou idoso aumenta vulnerabilidade, mas não substitui a avaliação clínica nem cria prioridade máxima automática.

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