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Q3191220 Pedagogia
Em consonância literal com a Lei n.º 10.639/03, destaque a alternativa correta.
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Alternativa Correta: D - Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar.

Vamos entender por que a alternativa D é a correta ao analisarmos a Lei n.º 10.639/03:

A Lei n.º 10.639/03 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), tornando obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas. Isso não se limita a algumas disciplinas, mas deve permear todo o currículo escolar, de forma a garantir que esses conteúdos sejam tratados de maneira integrada e contínua.

Análise das alternativas:

A - Errada: A alternativa menciona que a obrigatoriedade é apenas para escolas públicas. No entanto, a obrigatoriedade abrange todas as instituições de ensino fundamental e médio, tanto públicas quanto privadas.

B - Errada: A alternativa fala sobre a inclusão da população indígena, mas a Lei n.º 10.639/03 foca especificamente na História e Cultura Afro-Brasileira. A inclusão da contribuição indígena foi abordada posteriormente, com a Lei n.º 11.645/08.

C - Errada: A Lei visa resgatar a contribuição do povo negro em vários âmbitos, não apenas no sociopolítico, mas também cultural e econômico, promovendo uma abordagem mais abrangente e integrada.

E - Errada: O dia 19 de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra, não 19 de dezembro. A data é celebrada em memória de Zumbi dos Palmares, um ícone da resistência negra à escravidão.

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§ 2º Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras

  1. Origem histórica
  • Afro-brasileiros são os descendentes dos povos africanos que foram trazidos ao Brasil durante o período da colonização (séculos XVI a XIX), principalmente por meio do tráfico transatlântico de escravizados.
  • Eles carregam em sua história a resistência contra a escravidão, marcada por quilombos, revoltas (como a Revolta dos Malês em 1835) e movimentos de preservação cultural.
  1. Dimensão cultural
  • Afro-brasileiros não são definidos só pela origem étnica, mas pela produção cultural que se formou da fusão entre tradições africanas e brasileiras.
  • Exemplos: capoeira, samba, maracatu, candomblé, umbanda, culinária (acarajé, feijoada, vatapá), estética (tranças, turbantes), oralidade e narrativas populares.
  1. Identidade social
  • No Brasil, “afro-brasileiro” está ligado à identidade de pessoas negras que se reconhecem como parte dessa herança cultural africana no Brasil.
  • É um termo que reforça a conexão entre ancestralidade africana e vivência brasileira — diferente de apenas “negros”, que é uma classificação racial.
  • Por isso, nem toda pessoa negra em território brasileiro é automaticamente “afro-brasileira”: afro-brasileiro é quem carrega e se identifica com essa raiz histórico-cultural da diáspora africana no Brasil.

A Lei 11.645/2008 complementa a Lei 10.639/2003, ampliando a exigência legal para incluir cultura indígena.

O que está na Lei 11.645 está “na LDB alterada por ela” — ou seja, quando você fala da LDB hoje, você deve considerar essas alterações feitas pelas Leis 10.639/2003 e 11.645/2008.

Você pode afirmar que “a LDB, com a Lei 10.639/2003, já incluía a cultura e história afro-brasileira, e com a Lei 11.645/2008 passou também a incluir a cultura e história indígena”.

  • No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) adota a classificação de cor/raça baseada na autodeclaração das pessoas: preta, parda, branca, amarela e indígena.
  • Negros, portanto, é uma categoria política e estatística que engloba pretos + pardos.
  • Exemplo: quando o IBGE ou o movimento negro fala em “população negra”, está incluindo tanto pessoas que se autodeclaram pretas quanto pardas.
  • Preto: pessoa que se reconhece como pertencente diretamente à ascendência africana, geralmente associada a traços fenotípicos mais marcados (pele escura, cabelo crespo, etc.).
  • Pardo: mistura de origens (africana, indígena, europeia), mas que no Brasil também carrega uma forte identidade ligada à negritude.
  • A soma de pretos + pardos forma a maioria da população brasileira.
  • Movimento negro usa “negro” como categoria política de resistência e afirmação identitária.
  • Serve para unificar pretos e pardos em uma mesma luta contra o racismo estrutural.
  • Na Lei 10.639/2003 e em várias outras normas (como cotas raciais), o termo aparece porque juridicamente “negro” já está consolidado como abrangendo pretos e pardos.
  • Algumas pessoas preferem se autodefinir como pretas (afirmação identitária, orgulho da cor da pele).
  • Outras assumem o termo negras (compreendendo a luta coletiva que inclui pardos).
  • Ou seja:
  • “Preto” é mais ligado à cor da pele (classificação do IBGE).
  • “Negro” é mais ligado à identidade política e cultural.

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