Uma paciente de 73 anos, sexo feminino recebeu diagnóstico d...
Uma paciente de 73 anos, sexo feminino recebeu diagnóstico de tumor estromal gastrointestinal positivo de transição anorretal. A ressonância magnética mostrou lesão de 3 x 2,5 x 2,3 cm, com acometimento de camada muscular e extensão à gordura adjacente.
Foi avaliada por cirurgião oncológico, que considerou que a cirurgia teria risco de perda de continência fecal ou de colostomia definitiva.
Em relação à possibilidade de tratamento pré-operatório para essa paciente, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) É recomendável solicitar a pesquisa de mutações em KIT e PDGFRA, uma vez que a presença de mutações específicas está associadas ao grau de resposta ou à resistência primária ao tratamento com imatinibe
( ) A realização de um novo PET-CT, com 2 a 4 semanas após o início do tratamento com imatinibe, pode ser um indicativo da sensibilidade do tumor ao tratamento
( ) A cirurgia pode ser programada para 3 a 4 meses após o início do imatinibe, que é quando costuma ocorrer a resposta máxima ao tratamento.
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
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Tema central: Tumores estromais gastrointestinais (GISTs) e o manejo pré-operatório em caso de localização anorretal, quando a cirurgia imediata pode comprometer função ou qualidade de vida. A questão explora conceitos-chave do tratamento neoadjuvante com imatinibe e a importância da avaliação molecular e por imagem nesse cenário.
Análise das afirmativas:
1. (V) Pesquisa de mutações em KIT e PDGFRA:
Esta afirmação é VERDADEIRA. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde, a identificação de mutações em KIT e PDGFRA orienta a escolha e previsibilidade de resposta ao imatinibe. GISTs com mutação KIT (especialmente exon 11) respondem melhor, enquanto mutações D842V em PDGFRA sugerem resistência primária. O conhecimento prévio do perfil molecular é fundamental na definição terapêutica personalizada.
2. (V) PET-CT para sensibilidade ao imatinibe:
Esta afirmação é VERDADEIRA. O PET-CT, realizado nas primeiras semanas (2 a 4) após início do imatinibe, pode detectar redução precoce da captação glicídica tumoral. Isso antecipa se há resposta efetiva ao tratamento, sendo uma ferramenta valiosa para tomada de decisão precoce. Diretriz da MSD Manuals e literatura atual sustentam tal abordagem.
3. (V) Cirurgia após 3 a 4 meses de imatinibe:
Esta também é VERDADEIRA. O tempo sugerido (3 a 4 meses) corresponde ao intervalo no qual ocorre a resposta máxima à terapia neoadjuvante, facilitando ressecção, minimizando mutilações e melhorando desfechos, conforme relatado no PCDT em Oncologia.
Alternativa correta: D) V – V – V.
Análise crítica das alternativas incorretas:
As demais opções contêm afirmações (F) que contrariam diretrizes ou evidências recentes, seja desprezando a importância da avaliação molecular, subestimando o papel do PET-CT ou indicando tempos cirúrgicos incompatíveis com prática baseada em evidência.
Dica para provas: Fique atento à sequência lógica do manejo do GIST e às recomendações de protocolos nacionais. Termos como "resposta máxima", "mutações específicas", "resistência primária" e o uso estratégico do PET-CT são pontos-chave e frequentemente cobrados.
Fontes e evidência: PCDT Oncologia, Seção 7.3; Medical Suite Einstein; MSD Manuals. Tais referências destacam a personalização do tratamento baseada no perfil molecular e uso racional dos recursos de imagem.
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