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Ano: 2025 Banca: UFPR Órgão: UFPR Prova: UFPR - 2025 - UFPR - Médico - Médico da Família |
Q3507326 Medicina
Em relação ao protocolo de atendimento às mulheres no pré-natal de baixo risco, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Tema central: protocolo de pré-natal de baixo risco, com foco em rastreamentos e medidas preventivas obrigatórias para reduzir complicações maternas e perinatais.

Alternativa correta: C – A urocultura deve ser solicitada para toda gestante, mesmo assintomática, idealmente entre 12–16 semanas (ou na 1ª consulta). O objetivo é rastrear bacteriúria assintomática, que aumenta o risco de pielonefrite, parto prematuro e baixo peso ao nascer. O tratamento reduz esses desfechos. Diretrizes: Ministério da Saúde (Brasil), USPSTF, ACOG e OMS recomendam uma urocultura precoce no pré-natal de rotina.

Por que as demais estão incorretas?

A) A profilaxia com ferro é universal, não apenas após diagnosticar anemia. No Brasil, recomenda-se iniciar por volta da 20ª semana (ex.: sulfato ferroso com 40–60 mg de ferro elementar/dia) e manter até o puerpério. A OMS recomenda 30–60 mg/dia desde o início da gestação. Afirmar que só começa “após constatação de anemia” contraria as diretrizes.

B) A sorologia para toxoplasmose é indicada na 1ª consulta (IgG e IgM). A repetição mensal não é para todas: é indicada para as susceptíveis (IgG negativa), especialmente em áreas de alta incidência; em muitos protocolos, repete-se mensalmente ou ao menos a cada trimestre se IgG negativa. Repetir para quem já é imune (IgG positiva) é desnecessário.

D) A medida da altura uterina não começa no 3º trimestre. Deve ser iniciada a partir de 20 semanas, quando o fundo uterino torna-se palpável no abdome, e é usada em todas as consultas para rastrear restrição/ganho excessivo de crescimento fetal.

E) A dTpa é indicada em toda gestação com 1 dose entre 20 e 36 semanas (preferência 27–36 semanas) para proteção contra coqueluche no RN. Não há reforços “a cada quatro semanas”. Se o esquema de dupla adulto (dT) estiver incompleto, completar conforme calendário, substituindo uma das doses por dTpa.

Estratégia de prova: Desconfie de enunciados que: - propõem condutas “apenas se houver doença” para medidas que são universalmente preventivas (ex.: ferro); - sugerem periodicidades excessivas sem critério (ex.: toxoplasmose mensal para todas); - posicionam exames no momento errado da gestação (ex.: AU só no 3º tri; dTpa no 1º tri com reforços).

Referências essenciais: Ministério da Saúde – Pré-natal de risco habitual; OMS (Antenatal care guidelines, 2016); USPSTF (Asymptomatic bacteriuria in pregnancy); ACOG (Committee Opinion – Tdap in pregnancy; Screening urine culture).

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