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Ano: 2025 Banca: UFPR Órgão: UFPR Prova: UFPR - 2025 - UFPR - Médico - Médico da Família |
Q3507321 Medicina
Como a compreensão ampliada do processo saúde-doença contribui para a efetivação do cuidado integral na Estratégia Saúde da Família?  
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Tema central: Integralidade na ESF a partir da compreensão ampliada do processo saúde-doença. Em Atenção Primária, adoecimentos resultam da interação biopsicossocial e dos determinantes sociais da saúde (condições de vida, trabalho, renda, cultura e ambiente). Esse olhar orienta cuidado integral, contínuo e coordenado, não apenas curativo. (PNAB/MS 2017; OMS – Alma-Ata/Astana; Starfield).

Alternativa correta: D
Reconhece que o processo saúde-doença emerge de fatores biológicos, sociais, econômicos, culturais e ambientais. Na prática da ESF, isso se traduz em: abordagem centrada na pessoa e na família, clínica ampliada, Projeto Terapêutico Singular, ações de promoção, prevenção, tratamento, reabilitação e paliativos, trabalho interprofissional, visita domiciliar, articulação com a rede (RAS) e ações intersetoriais. Esse modelo está alinhado à APS forte descrita por Starfield (acesso, longitudinalidade, coordenação e integralidade) e às recomendações da OMS/Comissão sobre Determinantes Sociais.

Por que as demais estão incorretas?

A) Supõe um processo linear e unidimensional, reduzido a sinais e sintomas. Contraria o modelo biopsicossocial de Engel e a clínica ampliada da APS, que incorpora subjetividade, contexto familiar e determinantes sociais. Essa visão estreita aumenta iatrogenias e perde oportunidades de prevenção.

B) Centra a integralidade no hospital e no curativismo tecnológico. A PNAB e as RAS definem a ESF como ordenadora do cuidado; o hospital é parte da rede, não o núcleo da integralidade. Foco hospitalocêntrico reduz acesso, continuidade e custo-efetividade.

C) Coloca a prevenção como “secundária”. Em ESF, a prevenção e a promoção da saúde são pilares: imunização, rastreamentos apropriados, manejo proativo de crônicos, educação em saúde e vigilância do território. APS forte reduz internações por condições sensíveis e mortalidade.

E) Afirma que doença-centrado + protocolos é suficiente. Protocolos são úteis, mas devem ser aplicados com decisão compartilhada, adequação cultural, estratificação de risco e consideração dos determinantes sociais. Sem contextualização, há baixa adesão e piores desfechos.

Dica de prova: Em questões de ESF, expressões como “determinantes sociais”, “biopsicossocial”, “cuidado integral e contextualizado”, “coordenação e longitudinalidade” costumam apontar a alternativa correta. Termos como “hospitalocêntrico”, “curativista”, “unidimensional” sinalizam erro.

Referências essenciais: PNAB/MS 2017; OMS – Declarações de Alma-Ata (1978) e Astana (2018); Starfield B. Primary Care; Comissão da OMS sobre Determinantes Sociais (2008).

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