A educação escolar brasileira fundamenta-se em princípios fi...

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Q3504612 Pedagogia
A educação escolar brasileira fundamenta-se em princípios filosóficos que orientam suas finalidades, metodologias e políticas educacionais. Esses princípios se desdobram a partir de diferentes concepções filosóficas e pedagógicas, influenciando as práticas educacionais e a estrutura do sistema de ensino. Desse modo, podemos considerar que
Alternativas

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Alternativa correta: B

1. Tema central da questão:
A questão aborda os princípios filosóficos que fundamentam a educação escolar brasileira, pedindo que o aluno relacione esses princípios com suas origens teóricas e práticas pedagógicas. É essencial compreender correntes filosóficas, como empirismo, dialética, escolanovismo, tecnicismo, humanismo, idealismo, e como elas influenciam a educação.

2. Resumo teórico:
A legislação brasileira, especialmente a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), sustenta a educação como direito de todos, orientando-se por princípios de democracia, participação, autonomia e diálogo. Correntes como a pedagogia dialógica e libertadora, inspiradas em Paulo Freire, defendem uma escola que promove a participação ativa do aluno, a criticidade e a autonomia na construção do conhecimento.

3. Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B está correta porque expressa o alinhamento da democracia na educação com a perspectiva dialógica e libertadora, defendida por autores como Paulo Freire. Segundo essa abordagem, a escola deve ser um espaço de diálogo, participação e construção coletiva do saber, valores consagrados na legislação educacional e em documentos como as Diretrizes Curriculares Nacionais.

4. Análise das alternativas incorretas:

  • A: O empirismo valoriza a experiência, mas afirmar que a aprendizagem ocorre exclusivamente pela experiência e sem reflexão crítica está incorreto, pois a educação brasileira valoriza a reflexão e a participação.
  • C: O escolanovismo defende justamente o contrário do ensino conteudista e centralizado: valoriza a experiência do aluno, a participação e a adaptação às realidades socioculturais.
  • D: Tecnicismo prioriza a formação voltada para o mercado de trabalho e não a formação crítica ou humanista. A alternativa mistura conceitos e está equivocada.
  • E: O ensino brasileiro não se fundamenta em princípios imutáveis ou perenialistas. A legislação prevê adaptação às transformações sociais e respeito à diversidade.

5. Estratégia de interpretação:
Fique atento a palavras como “exclusivamente”, “imutável” ou “amplamente adotada”, que podem indicar generalizações ou afirmações absolutas – geralmente presentes em alternativas incorretas. Busque identificar, nas alternativas, o alinhamento entre conceitos pedagógicos e os princípios defendidos pela legislação e autores reconhecidos.

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Comentários

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B

apesar de não ser exatamente isso que ocorre na prática, nos documentos essa é a concepção. letra B

A concepção empirista do conhecimento é uma corrente filosófica que defende que o conhecimento vem principalmente da experiência sensível, isto é, do contato dos sentidos com o mundo.

Ideia central: nada está na mente que não tenha passado antes pelos sentidos.

Ou seja, aprendemos observando, ouvindo, tocando, experimentando — e a razão apenas organiza o que foi recebido pela experiência.

Principais representantes:

  • John Locke: a mente humana nasce como uma "tábula rasa" (folha em branco), sendo preenchida pelas experiências.
  • David Hume: reforçou o papel da experiência, mas destacou que nem sempre conseguimos garantir certezas absolutas a partir dela.
  • Francis Bacon: valorizou a observação e a indução como base do método científico.

Na educação:

  • Valoriza a observação prática e a experiência direta.
  • Defende que o estudante aprende melhor fazendo e experimentando do que apenas recebendo explicações teóricas.

Em resumo: para o empirismo, o conhecimento não é inato nem apenas fruto da razão, mas se constrói a partir da vivência sensorial e da experiência com o mundo.

O idealismo entende que a realidade mais importante não é a material, mas sim a ideia, o espírito ou a consciência.

  • O mundo material muda e é imperfeito, enquanto as ideias, valores e princípios são duradouros.
  • Na educação, isso significa que o papel principal da escola é formar a mente, o raciocínio e o caráter do aluno, aproximando-o de verdades universais e imutáveis.

Exemplo na prática: dar grande importância a disciplinas como filosofia, literatura e matemática, que ajudam a mente a alcançar conceitos mais elevados.

Principais representantes: Platão (na Antiguidade) e, mais tarde, pensadores como Hegel.

O perenialismo é uma corrente educacional ligada ao idealismo, que defende que a educação deve se basear nos valores universais e permanentes da cultura.

  • O que é essencial no ser humano não muda com o tempo, por isso a escola deve transmitir o “legado cultural da humanidade”.
  • Os clássicos da filosofia, literatura, ciências e artes são o centro da formação.
  • A verdade é vista como imutável e universal, devendo ser buscada e ensinada de geração em geração.

Exemplo na prática: estudo de grandes obras de Platão, Aristóteles, Santo Tomás de Aquino, Shakespeare, Newton etc., consideradas fontes de sabedoria duradoura.

Principais representantes: Mortimer Adler, Robert Hutchins e Jacques Maritain.

Em resumo:

  • Idealismo → valoriza o mundo das ideias, da mente e dos princípios universais.
  • Perenialismo → é a aplicação educacional do idealismo, defendendo uma escola centrada nos valores permanentes e nos clássicos da humanidade.

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