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Q1623086 Medicina
Uma das doenças que mais complica gestações é a hipertensão arterial em suas diversas apresentações na gravidez. Estima-se uma incidência de 7 a 10 % das gestações. Com relação à síndrome hipertensiva na gravidez assinale a alternativa CORRETA.
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Comentário – Síndromes Hipertensivas na Gravidez:

O tema central da questão é o tratamento das síndromes hipertensivas na gestação, com enfoque especial na crise hipertensiva aguda. Essas condições representam risco elevado para mãe e feto, exigindo condutas rápidas, seguras e baseadas em protocolos.

Alternativa C – Correta:
A hidralazina intravenosa é amplamente reconhecida como a primeira escolha para tratar crises hipertensivas em gestantes, conforme protocolos do Ministério da Saúde e sociedades de Ginecologia/Obstetrícia. A dose clássica é de 5 mg endovenoso em bolus, podendo ser repetida a cada 20 minutos até a dose máxima de 30 mg, se necessário. O objetivo é reduzir a pressão arterial de modo controlado (15-25% do valor inicial), evitando quedas bruscas que trazem risco à perfusão placentária.

"O tratamento tem como intuito reduzir o valor da pressão arterial em 15% a 25%, [...] valores de PAS até 140mmHg e de PAD até 90mmHg. Deve-se evitar quedas bruscas." (Protocolo Clínico de Síndromes Hipertensivas em Gestantes, 4.3)

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta: O diazepam não é o anticonvulsivante de primeira escolha na eclâmpsia — o fármaco recomendado é o sulfato de magnésio (vide Ministério da Saúde). Além disso, a conduta obstétrica não é sempre cesárea de emergência: a via de parto depende da situação materno-fetal e do estágio do trabalho de parto.

B) Incorreta: O esquema de Zuspan utiliza sulfato de magnésio por via intravenosa (dose de ataque de 4-6 g IV, manutenção 1-2 g/h), não intramuscular. A via IM e o esquema de doses mencionados pertencem ao protocolo de Pritchard.

D) Incorreta: Os critérios laboratoriais da Síndrome HELLP incluem: plaquetas <100.000/mm³, TGO geralmente >70 U/L e DHL >600 U/L. Os valores apresentados (plaquetas <150.000, TGO >600, DHL >170) não refletem os critérios aceitos pelas diretrizes (exemplo: PCDT Síndromes Hipertensivas, 2025).

Estratégia de Prova: Fique atento a detalhes sobre vias de administração, doses e protocolos – são comuns as tentativas de confundir o candidato com pequenas alterações em nomes ou esquemas. Grave os principais esquemas e condutas das principais síndromes obstétricas.

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A alternativa correta é a C, que afirma que a medicação de primeira escolha para tratamento da crise hipertensiva na síndrome hipertensiva na gravidez é a hidralazina na dose de 5 mg endovenoso em bolus que pode ser repetida a cada 20 minutos até dose total de 30 mg. Em pacientes com hipertensão arterial na gravidez, é importante o controle da pressão para evitar complicações, como a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia. A hidralazina é um vasodilatador que atua diretamente na musculatura lisa dos vasos sanguíneos, reduzindo a pressão arterial. É importante ressaltar que a escolha do tratamento adequado deve ser feita por um médico especialista, levando em conta as particularidades de cada paciente.

o esquema de Zuspan é 4 g EV em bolus - entre 10 a 20 min a infusão e manutenção de 1 g EV por horas em BIC

A alternativa correta é:

C - A medicação de 1ª escolha para tratamento da crise hipertensiva é a hidralazina na dose de 5 mg endovenoso em bolus que pode ser repetida a cada 20 minutos até dose total de 30 mg.

Justificativa:

  • Alternativa A: Errada. A conduta inicial para eclampsia é o uso de sulfato de magnésio para controle das convulsões. Diazepam não é a medicação de escolha devido ao risco de efeitos adversos, como depressão respiratória, especialmente em gestantes.
  • Alternativa B: Errada. O protocolo de Zuspan para prevenção de eclampsia usa sulfato de magnésio, mas a administração de 5 g intramuscular de sulfato de magnésio é correta como dose de ataque, mas não é repetida a cada 6 horas na forma mencionada na alternativa. A repetição deve ser feita com cuidados específicos baseados na resposta clínica.
  • Alternativa C: Correta. O tratamento de crise hipertensiva na gestante envolve o uso de hidralazina como 1ª escolha para redução rápida da pressão arterial. A dose inicial é de 5 mg endovenoso e pode ser repetida a cada 20 minutos, até atingir uma dose total de 30 mg, para evitar complicações como eclampsia.
  • Alternativa D: Errada. Na síndrome HELLP, os parâmetros laboratoriais não são exatamente os descritos na alternativa. O valor de plaquetas deve estar abaixo de 100.000, transaminases elevadas (AST/ALT) e LDH elevado. A descrição de plaquetas abaixo de 150.000 e a elevação de oxalato aminotransferase não são características corretas da síndrome HELLP.

Resumo: A alternativa C está correta, pois descreve a conduta adequada para o tratamento de crise hipertensiva em gestantes com uso de hidralazina. As outras alternativas apresentam imprecisões nas orientações sobre o manejo de eclampsia e síndrome HELLP.

Pontos chave:

  • Crise hipertensiva: Uso de hidralazina endovenosa como primeira escolha, com dose inicial de 5 mg e repetição a cada 20 minutos.
  • Eclampsia: Uso de sulfato de magnésio para controle de convulsões.
  • Síndrome HELLP: Plaquetas abaixo de 100.000, AST/ALT elevadas e LDH elevado.

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