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Um paciente de 68 anos é admitido no serviço de emergência...

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Q3332957 Medicina
Um paciente de 68 anos é admitido no serviço de emergência com quadro súbito de hemiparesia e afasia. A tomografia computadorizada (TC) de crânio realizada na admissão não demonstra alterações. Diante desse cenário, qual o principal achado de ressonância magnética (RM) cerebral que confirmaria o diagnóstico de isquemia cerebral aguda? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na isquemia cerebral aguda, o achado mais precoce e característico na RM é a restrição à difusão por edema citotóxico, com hipersinal em DWI e hipossinal no mapa ADC; por isso, diante de TC inicial normal e déficit focal súbito, a alternativa B confirma o diagnóstico.

Tema central: RM no AVC isquêmico agudo
Análise das alternativas
A
Errada
Hipersinal em T2 e FLAIR com efeito de massa não é o principal achado confirmatório nas primeiras horas da isquemia. Alterações em T2/FLAIR são menos precoces do que a restrição à difusão e esse padrão sugere edema já mais estabelecido, podendo corresponder a fase mais tardia/subaguda ou outros processos, não ao marcador mais sensível da fase aguda.
B
Certa
A alternativa B descreve o padrão mais precoce e característico do infarto cerebral agudo na RM. Na isquemia aguda ocorre edema citotóxico, que reduz a difusão da água no parênquima acometido. Isso se manifesta como hipersinal em DWI com ADC reduzido, combinação que confirma restrição verdadeira à difusão e distingue o evento isquêmico agudo de achados hemorrágicos, crônicos ou de fases mais tardias. Esse padrão pode estar presente mesmo quando a TC inicial ainda é normal.
C
Errada
A alternativa descreve padrão sugestivo de hemorragia, e a questão pede confirmação de isquemia aguda. Além disso, o sinal do sangue na RM varia conforme a fase do sangramento, de modo que hipersinal em T1 e T2 não representa o padrão central de infarto isquêmico agudo.
D
Errada
Hipossinal em T2* e em gradiente-eco indica susceptibilidade magnética por sangue ou produtos hemáticos, compatível com micro-hemorragias ou hemorragia. Essas sequências são úteis para detectar componente hemorrágico, não para confirmar o principal padrão de isquemia cerebral aguda, que depende de DWI/ADC.
E
Errada
Atrofia cortical e dilatação ventricular são sinais de cronicidade e perda parenquimatosa prévia, incompatíveis com a confirmação de um evento isquêmico súbito na admissão. Mesmo o hipersinal em T2/FLAIR, nesse contexto, não substitui o achado decisivo de restrição à difusão.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que TC inicial normal afasta AVC isquêmico e trocar o achado precoce decisivo da RM por alterações em T2/FLAIR ou por sequências sensíveis a sangue. O ponto-chave é que DWI deve ser lida junto com ADC para confirmar restrição verdadeira à difusão.
Dica para questões semelhantes
  • Em suspeita de isquemia cerebral aguda com TC normal, procure na RM o padrão DWI hiperintenso com ADC reduzido.
  • Não use DWI isoladamente como confirmação absoluta; o ADC baixo é o que sustenta restrição verdadeira à difusão.
  • T2/FLAIR ajudam, mas não são o principal marcador mais precoce da fase hiperaguda.
  • T2* e gradiente-eco apontam sangue/produtos hemáticos, não o padrão confirmatório central do infarto isquêmico agudo.

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