Para o diagnóstico de distúrbios da diferenciação sexual nes...

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Q2788692 Medicina

Neonato, idade gestacional de trinta e oito semanas, nasceu de parto normal, a termo, sem intercorrências. Ao exame físico, observou-se genitália ambígua com as seguintes características: fálus de 2 centímetros de comprimento, meato uretral perineal, eminência lábio-escrotal pouco rugosa à direita e proeminente à esquerda. Palpava-se uma gônada na eminência lábio-escrotal esquerda e no canal inguinal à direita. Observou-se, ainda, aniridia unilateral.

A partir desse caso clínico, julgue os itens a seguir.

Para o diagnóstico de distúrbios da diferenciação sexual nesse caso, serão necessários exames de imagem, exames hormonais e bioquímicos, além da avaliação citogenética.
Alternativas

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O tema central desta questão é a diferenciação sexual em neonatos. A genitália ambígua observada no exame físico do neonato sugere um caso de distúrbio do desenvolvimento sexual (DDS). Este é um tema importante em pediatria e endocrinologia que requer uma abordagem diagnóstica abrangente.

Para o diagnóstico de DDS, são essenciais diversos exames que ajudam a compreender a etiologia do distúrbio. No caso apresentado, a alternativa correta é C - certo, pois a avaliação completa de DDS envolve:

  • Exames de imagem: como ultrassonografia e ressonância magnética para avaliar a presença de estruturas internas, como útero e gônadas, e para identificar a localização e a morfologia das gônadas palpadas.
  • Exames hormonais e bioquímicos: para medir níveis de hormônios como testosterona, dihidrotestosterona, estradiol, 17-OH progesterona e hormônio luteinizante, ajudando a determinar a função e a resposta das gônadas.
  • Avaliação citogenética: para identificar o cariótipo do paciente, que pode revelar anomalias cromossômicas como mosaicismo ou outros distúrbios genéticos.

A genitália ambígua e os achados adicionais, como a aniridia unilateral, indicam a necessidade de uma investigação detalhada para descartar condições como a síndrome de insensibilidade androgênica, hiperplasia adrenal congênita, ou outros distúrbios genéticos.

Na análise das alternativas, a única fornecida foi E - errado, que não se aplica, pois não compreenderia a complexidade do diagnóstico de DDS sem os exames mencionados.

Em resumo, o caso clínico destaca a importância de uma abordagem multidisciplinar e abrangente para o diagnóstico de DDS em neonatos. A integração de dados clínicos, de imagem, laboratoriais e genéticos é crucial para um diagnóstico preciso e para orientar o manejo adequado.

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