O Brasil está entre os 30 países de alta carga para TB e TBH...
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Comentário sobre a questão: Tratamento da TB em pessoas vivendo com HIV (PVHIV)
Tema central: Esta questão aborda o manejo terapêutico da tuberculose em pacientes coinfectados pelo HIV, um ponto crítico na saúde pública por conta do aumento do risco de reações adversas, interações medicamentosas e desafios na adesão ao tratamento. Segundo os protocolos nacionais, tanto o diagnóstico quanto o acompanhamento dessas situações requerem atenção redobrada.
Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B está correta. Em PVHIV, os eventos adversos aos esquemas anti-TB, especialmente hepatotoxicidade (comprometimento hepático) e neuropatia periférica, tendem a ser mais frequentes e, por vezes, mais graves. Isso pode exigir interrupção temporária ou ajustes no tratamento. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (MS, 2023): “a ocorrência de eventos adversos graves em coinfectados pode ser significativamente mais elevada”. A maior fragilidade imunológica e as potenciais interações medicamentosas com TARV justificam este cuidado adicional.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. O esquema básico (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) e a duração do tratamento (seis meses) são os mesmos para PVHIV e não infectados, como reforçado por protocolos nacionais e internacionais. O que pode se alterar são recomendações adicionais por conta das interações medicamentosas.
C) Incorreta. Apesar dos desafios, a tuberculose é curável em PVHIV, desde que haja adesão e acompanhamento adequado. O sucesso terapêutico é possível com esquemas recomendados.
D) Incorreta. O risco de falhas, abandonos e óbitos é, na verdade, maior em PVHIV devido às comorbidades, reações adversas e dificuldades sociais/psicológicas na adesão terapêutica.
E) Incorreta. A utilização concomitante da TARV é fundamental, porque melhora a sobrevida e qualidade de vida em PVHIV com TB, reduzindo complicações e mortalidade.
Dicas para provas: Fique atento a palavras como "sempre", "nunca" ou generalizações; analise se o item está alinhado às diretrizes nacionais atualizadas. Leia atentamente sobre situações especiais, como no caso das coinfecções, em protocolos do Ministério da Saúde, OMS ou capítulos de referência do Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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