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Q1088950 Medicina
A perfusão tecidual é determinada pelo fluxo sanguíneo. Este, dividido em 3 níveis: central (débito cardíaco), regional (fluxo entre os órgãos) e microcirculação. A hipoperfusão tecidual é o principal fator responsável pelo desenvolvimento e pela manutenção da disfunção de múltiplos órgãos. A medida da oxigenação tecidual, portanto, é crucial para o intensivista, com objetivo de evitar a disóxia celular.
Baseado no texto acima, costuma-se dividir o comprometimento da oxigenação tecidual em 4 tipos, EXCETO:
Alternativas

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O tema central desta questão é o comprometimento da oxigenação tecidual, que é crucial na prática de medicina intensiva, especialmente para evitar a disóxia celular, que pode levar à disfunção de múltiplos órgãos. Vamos analisar as alternativas com base nos conceitos de hipoxemia.

Alternativa A: Hipoxemia hipóxica - Esta forma de comprometimento ocorre quando há uma deficiência na oxigenação pulmonar. É um tipo clássico de insuficiência respiratória, onde os pulmões não conseguem suprir oxigênio suficiente ao sangue. Isso pode ser devido a condições como doenças pulmonares crônicas ou obstruções das vias aéreas. Portanto, é uma forma reconhecida de hipoxemia.

Alternativa B: Hipoxemia circulatória - Esta se refere ao comprometimento do sistema circulatório, afetando a distribuição do oxigênio. Condições de choque, onde o fluxo sanguíneo é inadequado, são exemplos típicos. Esta também é uma forma válida de hipoxemia, já que a perfusão é comprometida.

Alternativa C: Hipoxemia anêmica - Aqui, o problema reside em uma quantidade insuficiente de hemoglobina para transportar oxigênio. Doenças como anemia grave podem causar esse tipo de hipoxemia. Assim, é mais um reconhecido tipo de comprometimento da oxigenação tecidual.

Alternativa D: Hipoxemia citopática - Este termo descreve situações em que a célula é incapaz de utilizar o oxigênio devido a disfunções no metabolismo celular, como a fosforilação oxidativa. Isso pode ocorrer em condições de sepse grave, onde as células estão metabolicamente comprometidas. Este é um conceito aceito de hipoxemia.

Alternativa E: Encefalopatia hipóxia isquêmica - Este termo se refere a um dano cerebral devido à falta de oxigenação e fluxo sanguíneo, geralmente em situações de parada cardiorrespiratória. Não se enquadra como um tipo de hipoxemia, mas sim como uma consequência grave de hipoperfusão ou anóxia cerebral. Por isso, esta é a alternativa incorreta no contexto da classificação dos tipos de hipoxemia.

Portanto, a resposta correta é a alternativa E, pois ela descreve um estado clínico e não uma forma de hipoxemia.

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De acordo com o texto, a hipoperfusão tecidual é o principal fator responsável pelo desenvolvimento e manutenção da disfunção de múltiplos órgãos, e a medida da oxigenação tecidual é crucial para evitar a disóxia celular. O texto também menciona que a oxigenação tecidual pode ser comprometida de quatro maneiras: hipoxemia hipóxica, hipoxemia circulatória, hipoxemia anêmica e hipoxemia citopática. Portanto, a resposta correta é a alternativa E, pois ela não se encaixa nas quatro maneiras de comprometimento da oxigenação tecidual mencionadas no texto, mas sim se refere a um quadro de encefalopatia hipóxia isquêmica resultando em parada cardiorrespiratória.

Acredito que o erro seja na nomenclatura mesmo "Encefalopatia hipóxia isquêmica". Esse caso se encaixa como hipóxia circulatória.

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