Paciente feminina, 75 anos, portadora de HAS, DMII e osteop...

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Q1088944 Medicina
Paciente feminina, 75 anos, portadora de HAS, DMII e osteoporose, sofreu duas quedas da própria altura, no último ano, sendo a última há 1 mês, em casa, após tropeçar no tapete, levando ao trauma em região frontal. Na avaliação geriátrica, apresenta Teste get up and go de 10 seg, escala de avaliação de equilíbrio e marcha (Tinetti) = 27, MEEM=29, EDG=7. Nesse caso, qual o fator que é o maior PREDITOR de futuras quedas para essa idosa?
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Tema central da questão: O foco do enunciado é a avaliação do maior preditor de futuras quedas em idosos, um tema essencial na Clínica Médica Geriátrica. O entendimento sobre fatores de risco para quedas é fundamental para a prevenção de complicações graves, como fraturas e perda de autonomia.

Análise da alternativa correta (C – História de uma queda recente):
Segundo o Protocolo de Prevenção de Quedas do Ministério da Saúde, “O preditor de queda mais consistente é uma queda anterior”. Isso significa que o fato de o paciente já ter sofrido quedas representa o principal indicador de risco para novos episódios, uma vez que evidencia fatores subjacentes ainda não completamente abordados, como fragilidade, déficits de mobilidade, ou ambiente doméstico inadequado. Estudos multicêntricos e manuais clássicos, como o Manual MSD, reafirmam essa evidência.

Justificativa clínica: Idosos que já tiveram queda apresentam risco duas a três vezes maior de sofrerem novas quedas, pois a queda anterior muitas vezes reflete a interação de múltiplos fatores de risco.

Análise das alternativas incorretas:

A) Osteoporose: Embora a osteoporose seja relevante para gravidade de lesões após quedas (ex: fraturas), não aumenta por si só o risco de cair.
B) Escala de Tinetti: Um bom escore (como 27 pontos) indica baixo risco. Entretanto, mesmo com resultado satisfatório, a história de queda recente continua sendo preditor mais confiável.
D) Depressão: A depressão pode contribuir para quedas, via diminuição de mobilidade ou atenção, mas tem menor valor preditivo isolado.
E) Teste get up and go: Tempo abaixo de 12 segundos (10s, no caso) sugere baixo risco funcional, e assim não supera o dado de queda prévia na avaliação do risco futuro.

Dica de prova: Em questões sobre risco de quedas, atenção máxima ao histórico de quedas recentes: essa informação geralmente é o ponto-chave e pode aparecer como uma “pegadinha”, pois tende a ser mais relevante que resultados de testes isolados.

Referências: PCDT Quedas/MS (p. 12), Manual MSD Geriatria. Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª ed.

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A resposta correta é a alternativa C - História de uma queda recente. A história de uma queda recente é um forte preditor de quedas futuras em idosos e é um sinal de alerta para a necessidade de intervenções para prevenir futuras quedas. Além disso, a paciente já apresenta fatores de risco como presença de comorbidades (HAS, DMII e osteoporose) e pontuações abaixo do esperado em testes de equilíbrio e marcha. É importante que seja realizada uma avaliação completa e individualizada para identificar outros fatores de risco e implementar medidas preventivas para evitar quedas e possíveis complicações decorrentes delas.

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