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Q1088943 Medicina
Idosa de 70 anos comparece à consulta médica com queixa de insônia. Refere ter dificuldade em pegar no sono, conseguindo dormir por volta da meia-noite e acordando às cinco horas da manhã. Nega prejuízo em suas atividades diárias. Qual o diagnóstico e melhor conduta terapêutica?
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Tema central: A questão aborda sono em idosos e a avaliação clínica diante de queixas de insônia, diferenciando entre alterações fisiológicas do envelhecimento e distúrbios relevantes que exigiriam tratamento.

Análise clínica e diagnóstico:

Idosa de 70 anos relata “dificuldade para dormir”, adormecendo à meia-noite e acordando às 5h, mas nega prejuízo funcional. Essas características apontam para um padrão normal do envelhecimento — os idosos apresentam menor tempo total de sono, aumento dos despertares e avanço da fase do sono, sem que isso necessariamente indique patologia.

Justificativa para a alternativa correta (D):

A alternativa D, “Sono normal. Orientações e higiene do sono.”, está correta porque:

  • Não há impacto negativo funcional — critério fundamental para diagnosticar insônia clínica, conforme os manuais DSM-5 e ICSD-3.
  • O padrão relatado se encaixa nas modificações fisiológicas do sono do idoso, como discutido em Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed.): “redução do tempo de sono é comum após os 65 anos, sem necessariamente repercussões clínicas” (cap. 25).
  • A conduta recomendada é explicar a fisiologia do sono no idoso e orientar higiene do sono (ex: horários regulares, evitar cafeína).

Segundo revisão do UpToDate, “hipnóticos só devem ser usados se houver prejuízo funcional”, pois “em idosos elevam risco de quedas, confusão e reações paradoxais”.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Diagnóstico de insônia inicial não está fundamentado sem prejuízo funcional. Zolpidem deve ser evitado nessa população sem indicação formal.
  • B: Não há insônia de manutenção nem necessidade de benzodiazepínico, que é contraindicado em idosos pelo risco de dependência e quedas.
  • C: Correto reconhecer sono normal, porém Zolpidem não é indicado nem necessário.
  • E: Insônia de manutenção foi suposta equivocadamente. Trazodona traz riscos de sedação excessiva e hipotensão postural em idosos.

Dicas de prova e pegadinha:

Evite tratar alterações fisiológicas do sono em idosos sem sintomas relevantes. Nas provas, só prescreva hipnótico quando houver critério diagnóstico claro e impacto funcional. Atenção para não se deixar levar apenas pela “dificuldade em dormir” sem analisar o contexto do paciente!

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Comentários

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O diagnóstico para o caso descrito é de sono normal, uma vez que a paciente refere não ter prejuízo em suas atividades diárias. Desta forma, não há necessidade de prescrição de medicamentos para tratar a insônia. A melhor conduta terapêutica é fornecer orientações e higiene do sono, como estabelecer uma rotina regular de horários para dormir e acordar, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e cafeína antes de dormir, manter o ambiente escuro e silencioso, entre outras recomendações. É importante que o paciente seja informado sobre a importância de hábitos saudáveis para garantir uma boa qualidade do sono.

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