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Q1088938 Medicina
Paciente feminino, 42 anos, refere irregularidade menstrual, há um ano, associada a ganho ponderal de 20 kg (de 45 kg para 65,7 kg), picos hipertensivos, fraqueza muscular (dificuldade para levantar-se da cadeira), cãibras, equimoses espontâneas, acne, irritabilidade, insônia, estrias violáceas em abdome e axilas (> 1 cm).
Diante deste quadro clínico, para se chegar ao diagnóstico dessa doença, é importante seguir uma sequência de investigação, sem a qual, o risco de erros aumenta substancialmente. Qual seria a sequência?
1. Dosar ACTH. 2. Solicitar RNM da hipófise. 3. Solicitar a dosagem de cortisol salivar noturno, do CLU (Cortisol Urinário de 24 h), e do cortisol sérico, após supressão com 1 mg de dexametasona. 4. Afastar Cushing exógeno.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
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O tema central desta questão é a investigação do Síndrome de Cushing, uma condição caracterizada pelo excesso de cortisol no organismo. A paciente apresenta sinais e sintomas clássicos da síndrome, como irregularidade menstrual, ganho ponderal, fraqueza muscular, hipertensão, estrias violáceas e acne, que sugerem a necessidade de um diagnóstico preciso.

Justificativa para a alternativa correta (C - 4 - 3 - 1 - 2):

1. **Afastar Cushing exógeno:** O primeiro passo é descartar a exposição a glicocorticoides exógenos, pois essa é a causa mais comum de síndrome de Cushing. Pacientes sob uso de corticoides, como prednisona, podem apresentar um quadro clínico similar.

2. **Solicitar a dosagem de cortisol salivar noturno, do CLU (Cortisol Urinário de 24 h), e do cortisol sérico, após supressão com 1 mg de dexametasona:** Esses são os testes iniciais recomendados para confirmar hipercortisolismo endógeno. O teste de supressão com dexametasona avalia a capacidade de supressão do cortisol endógeno.

3. **Dosar ACTH:** Após confirmar o hipercortisolismo, a dosagem do ACTH ajuda a diferenciar entre causas ACTH-dependentes (como doença de Cushing) e ACTH-independentes (como adenoma adrenal).

4. **Solicitar RNM da hipófise:** A ressonância magnética é indicada após a confirmação de hipercortisolismo ACTH-dependente para investigar a presença de um adenoma hipofisário.

Análise das alternativas incorretas:

A - 3 - 2 - 1 - 4: Esta sequência não é lógica, pois prevê a investigação por imagem (RNM da hipófise) antes de descartar o Cushing exógeno e determinar a origem do hipercortisolismo.

B - 1 - 2 - 3 - 4: Este caminho é incorreto, pois começa pela dosagem de ACTH, sem primeiro confirmar o hipercortisolismo ou afastar causas exógenas.

D - 4 - 3 - 2 - 1: Esta alternativa falha ao priorizar a imagem antes da dosagem de ACTH, que é crucial para diferenciar as causas de hipercortisolismo.

E - 3 - 1 - 4 - 2: O erro aqui está em dosar ACTH antes de afastar o Cushing exógeno e sem estabelecer a causa.

Um entendimento claro da ordem de investigação é crucial para um diagnóstico eficaz e para evitar erros clínicos. Conforme diretrizes do Harrison’s Principles of Internal Medicine e práticas recomendadas por endocrinologistas, seguir a sequência correta beneficia a abordagem diagnóstica.

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Para chegar ao diagnóstico de síndrome de Cushing, é importante seguir uma sequência de investigação adequada, que permita afastar outras causas e confirmar a hipótese diagnóstica. A alternativa correta é a C, que apresenta a sequência 4-3-1-2. A primeira etapa é afastar o Cushing exógeno, que pode ser causado por corticoides administrados de forma exagerada. Depois, é importante dosar os níveis de cortisol (hormônio do estresse) no sangue, urina e saliva, em diferentes momentos do dia, para avaliar a sua produção pelo organismo. Por fim, é necessário investigar se a produção de cortisol é causada por um tumor na hipófise, o que pode ser feito por meio de uma ressonância magnética desse órgão. Seguir essa sequência de investigação é essencial para garantir um diagnóstico preciso e escolher o tratamento mais adequado.

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