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Q4038650 Psicologia
Uma Psicóloga, atuando na Atenção Primária à Saúde, acompanha uma usuária que, após a perda recente de um familiar, apresenta tristeza intensa, choro frequente e dificuldade de concentração, sem, contudo, evidenciar prejuízo significativo no funcionamento social ou ocupacional. Diante do quadro, a profissional prioriza o acolhimento, a escuta qualificada e o acompanhamento do processo, evitando a medicalização ou a rotulação diagnóstica precoce. Essa conduta está alinhada à compreensão de que:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Perda recente com tristeza intensa, choro frequente e dificuldade de concentração, sem prejuízo significativo do funcionamento social ou ocupacional.

Tema central: Luto e patologização
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma a intensidade emocional após a perda em indicativo suficiente de adoecimento psíquico. A base é explícita ao afirmar que reações intensas, por si sós, não autorizam patologização automática, especialmente sem prejuízo significativo do funcionamento.
B
Errada
Está errada porque define como prioridade a redução rápida das manifestações emocionais. Isso contraria o manejo descrito na base, que valoriza acolhimento, escuta qualificada e acompanhamento do processo de luto, e não a supressão imediata das emoções.
C
Errada
Está errada porque trata a ausência de intervenção clínica estruturada imediata como falha de condução. No caso apresentado, a base sustenta exatamente o contrário: sem elemento de desorganização funcional importante, a conduta não patologizante com acompanhamento é compatível com o manejo inicial na APS.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o quadro descrito é compatível com resposta de luto e, sem prejuízo funcional significativo, não autoriza patologização automática.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tomar sofrimento intenso no luto como transtorno mental já instalado e, a partir disso, considerar insuficiente a conduta de acolhimento e acompanhamento.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre luto, intensidade emocional isolada não basta para concluir adoecimento psíquico.
  • Se o enunciado destaca ausência de prejuízo funcional significativo, isso pesa contra patologização automática.
  • Na APS, acolhimento, escuta qualificada e acompanhamento podem ser manejo inicial adequado quando o caso não traz marcador suficiente de desorganização importante.

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