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Q2301017 Medicina
Dos pacientes com infarto agudo do miocárdio, os que mais se beneficiam com o uso prolongado dos inibidores da enzima conversora da angiotensina pertencem ao grupo dos que apresentam a seguinte característica:
Alternativas

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Tema central: Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e o benefício do uso prolongado dos inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) em grupos específicos de pacientes.

Justificativa da alternativa correta (C):

Os IECA são medicamentos fundamentais no tratamento pós-IAM, principalmente nos pacientes com função global do ventrículo esquerdo reduzida. Isso significa aqueles com fração de ejeção reduzida, ou seja, disfunção sistólica ventricular, um achado que aumenta o risco de progressão para insuficiência cardíaca e morte.

Segundo a IV Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) sobre Tratamento do IAM (Tabela 18):
“Uso de rotina por tempo indeterminado na disfunção ventricular, diabetes ou doença renal crônica.”

Os IECA reduzem a mortalidade, a recorrência de infarto e o remodelamento ventricular. São indicados para todos com disfunção do VE (com ou sem sintomas associados).

Análise das alternativas incorretas:

A) Bloqueio de ramo esquerdo: Ainda que esse achado elétrico seja importante e possa indicar doença cardíaca estrutural, o bloqueio de ramo esquerdo isoladamente não é critério para uso prolongado de IECA, a não ser que haja disfunção do ventrículo esquerdo associada.

B) Hipertensão arterial anterior ao infarto: Embora hipertensão seja mais prevalente nesses pacientes e IECA possam ser usados para controle, a indicação de uso prolongado não é fundamentada apenas por histórico de hipertensão, mas sim pela presença de disfunção do VE, diabetes ou doença renal.

D) Infarto da parede inferior com trombo mural: Trombose mural após IAM pode indicar necessidade de anticoagulação, porém não caracteriza indicação absoluta para uso prolongado de IECA se não houver disfunção ventricular.

Dicas de prova: Fique atento a palavras-chave como “função global do ventrículo esquerdo reduzida”, “fração de ejeção”, “disfunção ventricular”. Alternativas que distorcem indicações clássicas dos IECA costumam ser excludentes.

Resumindo: Pacientes com disfunção do VE são os que mais se beneficiam do uso prolongado de IECA após IAM. Essas recomendações estão nas principais diretrizes (SBC, AHA/ACC) e provas frequentemente abordam essas indicações baseadas em evidências.

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A resposta correta para esta questão é a alternativa C - Função global do ventrículo esquerdo reduzida. Isso se deve ao fato de que os inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECAs) têm um papel fundamental na remodelação cardíaca após um infarto agudo do miocárdio (IAM), especialmente quando há disfunção ventricular esquerda. A remodelação do ventrículo esquerdo é um processo que pode levar ao aumento do tamanho e à alteração da forma do ventrículo, levando a uma piora na função cardíaca. Os IECAs ajudam a interromper ou reverter esse processo patológico ao diminuir a carga de trabalho do coração e ao inibir efeitos maléficos do sistema renina-angiotensina-aldosterona. Estudos clínicos têm mostrado que pacientes com função ventricular esquerda reduzida após um IAM se beneficiam de tratamento prolongado com IECAs por reduzirem a mortalidade e morbidade associadas à insuficiência cardíaca e à progressão para dilatação ventricular e disfunção. As outras opções, embora possam ter relevância clínica em certos contextos, não representam o grupo que mais se beneficia de terapia prolongada com IECAs neste cenário específico.

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