Um estudo internacional publicado na revista The Lancet "mo...

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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O mito da força de vontade — e por que algumas pessoas têm mais dificuldade para perder peso


A ideia de que a obesidade resulta apenas de falta de força de vontade é amplamente difundida no debate público, inclusive entre profissionais de saúde. Comentários como "basta comer menos" ou "é uma questão de responsabilidade pessoal" revelam uma visão simplificada de um fenômeno complexo. Um estudo internacional publicado na revista The Lancet mostrou que oito em cada dez pessoas acreditam que a obesidade poderia ser totalmente evitada apenas por escolhas individuais de estilo de vida.

Especialistas contestam essa interpretação. A nutricionista Bini Suresh afirma que acompanha pacientes altamente motivados que, apesar do esforço contínuo, enfrentam grandes dificuldades para controlar o peso. Para a médica Kim Boyd, o foco exclusivo em autocontrole ignora fatores biológicos, psicológicos e ambientais que influenciam o ganho de peso, tornando injusta a ideia de que todos competem em condições iguais.

Pesquisas indicam que a genética desempenha papel central na obesidade. Genes influenciam os circuitos cerebrais responsáveis pela fome, pela saciedade e pelo metabolismo, fazendo com que algumas pessoas sintam mais fome ou armazenem mais gordura consumindo a mesma quantidade de alimento que outras. O gene MC4R, por exemplo, está alterado em parte significativa da população mundial e está associado à alimentação excessiva e à menor saciedade. Medicamentos recentes para perda de peso atuam justamente nesses mecanismos biológicos.

Outro conceito relevante é o do "set point", segundo o qual o cérebro tende a defender uma faixa de peso considerada ideal. Quando o peso cai abaixo desse ponto, o organismo reage, aumentando a fome e reduzindo o metabolismo, o que ajuda a explicar o efeito sanfona das dietas. Hormônios como a leptina participam desse processo, mas seu funcionamento pode ser comprometido em ambientes alimentares ricos em ultraprocessados.

O aumento da obesidade também está ligado a fatores ambientais. A ampla oferta de alimentos calóricos, o marketing agressivo, o aumento das porções e a dificuldade de praticar atividade física criam um ambiente obesogênico, no qual até pessoas motivadas têm dificuldade para manter um peso saudável. Medidas governamentais, como restrições à publicidade de alimentos não saudáveis, são vistas por alguns como necessárias, embora consideradas insuficientes por outros.

Nesse cenário, especialistas defendem uma abordagem mais equilibrada. A força de vontade tem seu papel, mas não é constante nem suficiente por si só. Estratégias flexíveis, apoio psicológico, informação científica e mudanças sustentáveis no estilo de vida aumentam as chances de sucesso. A obesidade, portanto, não é falha moral, mas uma condição crônica e multifatorial, que exige compreensão e políticas baseadas em evidências, e não apenas julgamentos sobre disciplina pessoal.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cj4l9wg4vlxo.adaptado.
Um estudo internacional publicado na revista The Lancet "mostrou" que oito em cada dez pessoas "acreditam" que a obesidade "poderia" ser totalmente evitada apenas por escolhas individuais de estilo de vida.

Conjugando os verbos destacados no futuro do pretérito do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo e pretérito imperfeito do subjuntivo, respectivamente, tem-se:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão depende da conjugação verbal na ordem indicada por “respectivamente”. No trecho "Um estudo internacional publicado na revista The Lancet "mostrou" que oito em cada dez pessoas "acreditam" que a obesidade "poderia" ser totalmente evitada apenas por escolhas individuais de estilo de vida.", o comando exige converter “mostrou” para o futuro do pretérito do indicativo = “mostraria”, “acreditam” para o pretérito imperfeito do indicativo = “acreditavam” e “poderia” para o pretérito imperfeito do subjuntivo = “pudesse”; por isso, a alternativa correta é a D.

Tema central: conjugação verbal
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa acerta apenas a primeira conversão, com “mostraria”. Erra a segunda ao usar “acreditassem”, que está no pretérito imperfeito do subjuntivo, quando o comando pede pretérito imperfeito do indicativo: “acreditavam”. Erra também a terceira ao usar “podia”, forma de pretérito imperfeito do indicativo, em vez de “pudesse”, que é o pretérito imperfeito do subjuntivo exigido.
B
Errada
A alternativa erra o primeiro verbo com “mostrara”, que é pretérito mais-que-perfeito do indicativo, não futuro do pretérito do indicativo. Erra também o segundo com “acreditariam”, que está no futuro do pretérito do indicativo, e não no pretérito imperfeito do indicativo pedido. Só o terceiro verbo, “pudesse”, corresponde ao tempo/modo exigido.
C
Errada
A alternativa mantém “mostrou” sem fazer a conversão exigida para o futuro do pretérito do indicativo. Embora traga corretamente “acreditavam” e “pudesse” para o segundo e o terceiro verbos, a questão exige acerto integral das três flexões na ordem indicada; por isso, a alternativa está errada.
D
Certa
A alternativa D é a única que realiza corretamente as três flexões exigidas e na sequência determinada pelo comando: “mostraria” corresponde ao futuro do pretérito do indicativo de “mostrou”; “acreditavam” corresponde ao pretérito imperfeito do indicativo de “acreditam”; e “pudesse” corresponde ao pretérito imperfeito do subjuntivo de “poderia”. Como a cobrança é estritamente morfológica, basta verificar a correspondência exata entre cada verbo destacado e o tempo/modo pedido.
E
Errada
A alternativa erra o primeiro verbo ao usar “mostrasse”, forma do pretérito imperfeito do subjuntivo, quando o correto seria “mostraria”, no futuro do pretérito do indicativo. Erra também o terceiro ao manter “poderia”, quando o comando exige a passagem para o pretérito imperfeito do subjuntivo: “pudesse”. Apenas “acreditavam” está corretamente flexionado.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: a força do termo “respectivamente”, que obriga a associação exata e em sequência entre os três verbos e os três tempos/modos pedidos, e a semelhança entre formas verbais como “mostrara” e “mostraria” ou “podia” e “pudesse”, que pertencem a tempos/modos diferentes.
Dica para questões semelhantes
  • Quando houver “respectivamente”, associe cada verbo ao tempo/modo pedido na mesma ordem do enunciado.
  • Confira verbo por verbo, sem aceitar alternativa que acerte só duas flexões.
  • Diferencie formas parecidas de tempos distintos, como “mostrara” e “mostraria”.
  • Se a cobrança for morfológica, priorize a flexão correta do verbo, não a interpretação temática do texto.

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