A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome ag...
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo e uma das indicações mais frequentes para procedimento cirúrgico abdominal de emergência em todo o mundo. Com relação a esse assunto, julgue o item a seguir.
Em paciente estável, com apendicite não perfurada, um
pequeno atraso de 12 a 24 horas antes da cirurgia não está
associado a um risco aumentado de perfuração.
Gabarito comentado
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Tema central da questão: O foco é a apendicite aguda em pacientes estáveis e não perfurados, com ênfase sobre se um pequeno atraso cirúrgico (12 a 24 horas) aumenta ou não o risco de perfuração do apêndice.
Justificativa para a alternativa correta:
A tradicional urgência cirúrgica para apendicite aguda visa evitar complicações como perfuração, peritonite e abscesso. Entretanto, novas evidências científicas têm norteado a conduta principalmente em pacientes estáveis, sem sinais de perfuração e sem deterioração clínica.
Estudos retrospectivos e revisões (ex: Andersson et al., 2016) demonstram que a perda de oportunidade cirúrgica domiciliar (pré-hospitalar) é mais determinante para a evolução desfavorável do que o pequeno atraso hospitalar controlado. Assim, atrasos de até 24 horas após o diagnóstico – especialmente sob monitoramento e antibioticoterapia – não aumentam o risco significativamente em casos não complicados.
Segundo a literatura revisada na Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba, “atrasos intra-hospitalares moderados em apendicite não complicada não elevam as taxas de perfuração nem de infecção” - reforçando que a alternativa Certo está correta.
Análise da alternativa incorreta:
Se você assinalasse Errado, estaria desatualizado em relação às melhores evidências. Não reconhecer que uma janela de até 24 horas, em paciente estável e diagnosticado precocemente, é considerada segura, pode levar a interpretações equivocadas e decisões precipitadas.
Atenção a pegadinhas: Termos como “pequeno atraso” e “paciente estável” são fundamentais: em provas, jamais generalize o atraso para pacientes instáveis ou com sinais de perfuração/peritonite – esses requerem cirurgia imediata.
Resumo prático: Para pacientes estáveis, com apendicite não perfurada, atraso controlado de até 24h pode ocorrer sem aumento de risco significativo de perfuração. É essencial analisar cada caso individualmente e monitorar de perto a evolução clínica.
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