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Q2606996 Medicina
        Paciente de 52 anos de idade, sexo masculino, sem comorbidades, compareceu ao consultório do cirurgião geral com quadro de dor e abaulamento em região inguinal esquerda, desencadeados pelo esforço físico, com remissão após repouso por alguns minutos. O quadro clínico havia se iniciado cerca de dois anos antes, com piora progressiva. 

Com relação a esse caso clínico e a assuntos correlatos, julgue o item seguinte.


A complicação pós-operatória mais frequente após o reparo aberto de hérnia inguinal é dor crônica.

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Tema central: O enunciado aborda complicações pós-operatórias do reparo aberto de hérnia inguinal, especificamente a prevalência da dor crônica nesse contexto cirúrgico.

Análise do caso clínico: Paciente masculino, 52 anos, com relato típico de hérnia inguinal unilateral, sem sinais de complicações agudas (como encarceramento ou estrangulamento), sendo candidato à correção cirúrgica eletiva.

Justificativa da alternativa correta (C - certo):

Segundo evidências recentes, a dor crônica é a complicação mais comum após o reparo aberto de hérnia inguinal. De acordo com revisão publicada na Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação e literatura internacional, define-se dor crônica pós-herniorrafia como aquela que persiste por mais de 3 meses após a cirurgia - podendo afetar de 10% até 30% dos pacientes (variando segundo técnica, tipo de material utilizado e aspectos individuais). Fatores como lesão nervosa (ilioinguinal, ilio-hipogástrico, ramo genital do nervo genitofemoral), reação à tela e fibrose contribuem significativamente com esse desfecho (vide Sabiston – Tratado de Cirurgia e UpToDate, seção Hernia Repair).

Esse dado é tão relevante que autores recomendam cuidados redobrados com a identificação e proteção dos nervos regionais durante o procedimento, além do aconselhamento pré-operatório do paciente.

Análise da alternativa incorreta (E - errado):

Se a alternativa “Errado” fosse assinalada, estaria desconsiderando a sólida e atual base científica sobre o tema. Embora existam outras complicações possíveis—como hematoma, infecção e recidiva—seus índices são menores em comparação com a dor crônica persistente. É uma “pegadinha” comum achar que infecção de ferida ou recidiva seriam as complicações mais frequentes, mas os números são inferiores (infecção: 1-2%, recidiva: até 10%); já a dor crônica pode acometer até 30% dos casos (Sabiston, 21ª ed., cap. 47).

Estratégia de interpretação:

Fique atento a termos como “mais frequente”. Em Cirurgia Geral, complicações graves não são, necessariamente, as mais comuns! Ao revisar questões, sempre priorize o conceito de frequência epidemiológica e dados de literatura, não apenas o impacto clínico imediato.

Resumo de diretriz: Embora não haja normatização do Ministério da Saúde específica sobre esse ponto, recomendações internacionais e nacionais (SBC, UpToDate, Sabiston) reforçam que a dor crônica é a complicação pós-operatória mais prevalente após o reparo aberto de hérnia inguinal.

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