Denomina-se osteomielite qualquer infecção óssea que compro...
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Tema central: A questão aborda a osteomielite, infecção óssea que atinge a cortical, esponjosa e canal medular, exigindo compreensão de fisiopatologia, diagnóstico e critérios de transição entre fases aguda e crônica.
Justificativa da alternativa correta (D):
A formação de osso necrosado (sequestro) por isquemia é um indicativo clássico da evolução de osteomielite aguda para crônica. Esse processo ocorre porque a infecção promove bloqueio vascular, impedindo a nutrição óssea e gerando necrose. O osso desvitalizado, chamado sequestro, torna-se um reservatório para bactérias e dificulta o combate imunológico, mantendo a infecção persistente. Segundo o “Manual de Ortopedia e Traumatologia” (Marcos Giordano, 2017), “o aparecimento de sequestros ósseos caracteriza o início da fase crônica”.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. A osteomielite pode ser grave, levar a sepse, amputações e até óbito se não tratada. Não é condição benigna. A literatura (UpToDate, 2023) destaca sua evolução rápida sobretudo em imunodeprimidos.
B) Incorreta. O exame de escolha na fase aguda é a ressonância magnética, não a tomografia. A ressonância diferencia infecção precoce, abscesso e edema, enquanto a TC é útil para avaliar sequestros em fases crônicas.
C) Incorreta. Sem tratamento, a necrose óssea é de difícil reparação espontânea. O tecido necrótico serve de abrigo para bactérias e perpetua o quadro crônico (Giordano, 2017).
E) Incorreta. Os principais agentes etiológicos são bactérias (principalmente Staphylococcus aureus). Vírus raramente causam osteomielite, e o tratamento antibiótico é fundamental (Sabiston, 2022).
Dica de prova: Atenção a termos absolutos (como “benigno”, “vírus”) e a palavras-chave fisiopatológicas como sequestro ósseo. Bancas frequentemente tentam confundir utilizando exames de imagem.
Resumo dos protocolos:
Ressonância é o exame mais sensível na fase aguda; antibióticos são essenciais no controle; presença de sequestro indica cronicidade.
Segundo o UpToDate (2023): “A presença de sequestro ósseo denota evolução para osteomielite crônica”.
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