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Ano: 2018 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2018 - UFU-MG - Engenharia Florestal |
Q972611 Português

A "Engenharia" e a "Medicina" – como a UFU ficou conhecida

no imaginário regional

Se você mora em Uberlândia, ou já morou, mesmo que por um curto período de tempo, com certeza, já ouviu algumas frases parecidas com as seguintes: “Meu filho tratou o dente lá na Medicina” ou “Consultei na Medicina”. Já esteve em um ônibus e alguém disse que irá descer na Engenharia. Há ainda aqueles que dizem que o filho estuda Agronomia na Medicina ou Letras na Engenharia. Já parou para pensar o porquê dessas referências? Ou como surgiram? Qual a importância delas na formação e no reconhecimento dessa sociedade?

Esses cursos, Engenharia e Medicina, existem antes mesmo da federalização da UFU. O curso de Engenharia surgiu em 1965 (início das aulas) e o de Medicina em 1967. Desde então, habitam o imaginário coletivo e social de toda a população da região do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba, principalmente daqueles que presenciaram a chegada desses cursos ao município de Uberlândia.

O que antigamente era chamado de Engenharia é o campus Santa Mônica. Foi doado à universidade em 1964 e tem 280.119 m². Nele são ofertados mais de 40 cursos de graduação e transitam, diariamente, 15 mil alunos de graduação e pós nas áreas de Artes, Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Exatas e da Terra além, é claro, das Engenharias.

A área conhecida pelos uberlandenses como Medicina - doada à universidade em 1966 - é o campus Umuarama. Com mais de 170.000 m², onde funciona a Escola Técnica de Saúde (Estes), o Hospital de Clínicas de Uberlândia (HCU), o Hospital do Câncer, o Hospital Veterinário e o Hospital Odontológico. A maioria dos cursos de graduação e pós-graduação oferecidos no Campus Umuarama é nas áreas de ciências da saúde, ciências biológicas e ciências agrárias. [...]

(COELHO, Jussara. Jornal UFU Disponível em: <http://www.comunica.ufu.br/ midia/jornal-ufu/2018/03/janeiromarco-2018-numero-180>. Acesso em: 31 maio 2018.)


O texto acima trata da construção e da consolidação da Universidade Federal de Uberlândia e, especialmente, do modo como ela veio, ao longo do tempo, sendo percebida pelos habitantes da região onde se situa, bem como do imaginário social que se construiu em torno dela.

Com base no texto, assinale, a seguir, a alternativa cujo excerto NÃO apresenta informações relacionadas ao imaginário social, construído em torno da Universidade Federal de Uberlândia ou relacionadas a explicações que esclarecem o porquê da construção desse imaginário.

Alternativas

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Gabarito: Alternativa A

Tema central da questão: Esta questão exige interpretação de texto, especialmente quanto à identificação do que constitui o imaginário social sobre a UFU. Assim, é fundamental compreender a coerência textual: a capacidade de relacionar informações do texto à temática central proposta pelo enunciado.

Justificativa da alternativa correta (A):

A frase “A maioria dos cursos de graduação e pós-graduação oferecidos no Campus Umuarama é nas áreas de ciências da saúde, ciências biológicas e ciências agrárias” apresenta apenas um dado informativo objetivo sobre a distribuição dos cursos. Não expressa as percepções, representações ou símbolos compartilhados pelos habitantes, nem explica como o imaginário social foi construído.

Conceito-chave: De acordo com Ingedore Koch, coerência textual depende da relação entre informações e o tema proposto – aqui, o imaginário coletivo. A alternativa A foge desse núcleo semântico.

Análise das alternativas incorretas:

B) Mostra frases populares (“Meu filho tratou o dente lá na Medicina…”) que explicitam como a sociedade percebe e se refere aos campi da UFU, ilustrando o imaginário social.

C) Ao afirmar que pessoas dizem que o filho estuda “Agronomia na Medicina” ou “Letras na Engenharia”, evidencia-se a influência da tradição e do senso comum (característicos do imaginário coletivo).

D) Relata que Engenharia e Medicina existem antes da federalização da UFU, explicando historicamente a origem dessas nomenclaturas na cultura local, alinhando-se com a ideia de construção do imaginário.

Estratégia para questões semelhantes: Sempre que o comando pedir o que “NÃO” se encaixa no tema central, busque informações meramente descritivas, fatos objetivos ou dados que não envolvam opiniões, tradições ou percepções. Redobre atenção para não confundir explicações históricas ou exemplos culturais com simples informações administrativas, que fogem do núcleo temático.

Referência: Manual de Redação da Presidência da República orienta a utilizar clareza e objetividade, evitando interpretações dúbias, além de Bechara que reforça a importância da coerência textual em situações de interpretação (cf. Moderna Gramática Portuguesa).

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Comentários

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Não entendi?

O texto traz certos ''paradigmas'', se assim podemos chamar, de como são tratados os CAMPUS das universidades.

É tipo a história do Nescau ou Cotonete, o nome do PRODUTO não é esse, porém a marca tem uma fama tão grande que algumas pessoas não sabem que esse é o nome da marca e não do produto.

São chamadas de Medicina e Engenharia, pois os prédios foram doados e iniciaram com esses cursos, porém, foram crescendo e hoje tem diversos cursos além do ''principal'' que dá o nome ao campus.

A questão pede para marcar a alternativa que NÃO traz elementos do ''imaginário'' do povo, ou seja, esses ''paradigmas.

De cara já se descarta a B e a C, pois tratam exatamente dos termos "lá na Medicina e lá na Engenharia''.

E a D, está explicando porque os campus são chamados dessa forma, pelo fato de terem sido criados antes mesmo da faculdade se tornar Federal.

Só sobra a A, que traz informações sobre os campus, porém, essas informações são informações acadêmicas e em nada influem no imaginário social.

errei, mas agora entendi jean pedro

a.

Não traz informações do imaginário.

eu não entendi foi excerto e depois um não - excerto não? - como se fosse exceção? Pesquisei excerto significa trecho,

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