Informática e educaçãoO termo informática resulta da aglutin...

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Ano: 2009 Banca: FCC Órgão: TCE-PA
Q1213145 Português
Informática e educação
O termo informática resulta da aglutinação dos vocábulos informação e automática, traduzindo-se conceitualmente como “conjunto de conhecimentos e técnicas ligados ao tratamento racional e automático de informação, o qual se encontra associado à utilização de computadores e respectivos programas”. Como ferramenta de trabalho, a informática contribui inequivocamente para a elevação da produtividade, diminuição de custos e otimização da qualidade dos serviços. Já como ferramenta cultural ou de entretenimento, suas possibilidades são quase infinitas.
Não há como deixar de usar os recursos da informática nos processos educativos. Ela coloca à disposição dos interessados um sem-número de opções e campos de pesquisa, para muito além de um simples adestramento tecnológico. Ela já está configurando os paradigmas de um novo tempo e de um novo universo a ser explorado. Entre outras vantagens, ressalte-se a rápida e efetiva troca de informações entre especialistas e não especialistas, a transação de experiências em tempo real, a abertura de um diálogo imediato entre pontos distanciados no espaço. Para além da simples estupefação tecnológica, que toma de assalto aos mais ingênuos, a informática oferece uma transposição jamais vista dos limites físicos convencionais.
Mas essa nova maravilha não deixa de ser uma ferramenta que, por maior alcance que tenha, estará sempre associada ao uso que dela se faça. Dependendo de seu emprego, tanto pode tornar-se a expressão da mais alta criação humana como a do nosso gênio destrutivo. Assim, há que capacitar os educandos em geral não apenas no que diz respeito à competência técnica, como também à preservação da crítica e da ética.
Os educadores costumam dividir-se, diante dos recursos da Internet: há quem considere abominável a facilidade das “pesquisas prontas”, que dispensam o jovem de um maior esforço; mas há quem julgue essa abundância de material um oportuno e novo desafio para os critérios de seleção do que seja ou não relevante. É bom lembrar a advertência de um velho professor: quem acredita que o computador efetivamente “pensa”, ao menos certifique-se de que ele o faz para nós, e não por nós.
(Baseado em matéria da Revista Espaço Acadêmico, n. 85, junho/2008)

No contexto em que se apresenta o segmento certifique-se de que ele o faz para nós e não por nós (4o parágrafo), os elementos negritados chamam a atenção para a diferença entre as operações de
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No trecho "quem acredita que o computador efetivamente “pensa”, ao menos certifique-se de que ele o faz para nós, e não por nós.", o valor contextual opõe atuação em benefício de nós a atuação em nosso lugar: "para nós" indica apoio/subsídio, enquanto "por nós" indica substituição; por isso, a alternativa correta é a que corresponde a subsidiar e substituir.

Tema central: valor semântico das preposições
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra o valor de "para nós". O trecho não opõe assumir a omitir. "Por nós" pode sugerir agir no lugar de alguém, mas "para nós" não significa assumir função; significa atuar em benefício de nós, como auxílio.
B
Certa
A alternativa B reproduz com exatidão a oposição construída no texto. No contexto, o computador deve agir "para nós", isto é, a favor de nós, como ferramenta de suporte ao trabalho humano; isso corresponde a subsidiar. Já agir "por nós" significa fazer em nosso lugar, tomando o lugar da ação intelectual humana; isso corresponde a substituir.
C
Errada
A alternativa introduz uma oposição temporal que o trecho não contém. Nem "para nós" nem "por nós" exprimem antecipação ou prorrogação nesse contexto. O contraste construído é funcional e ligado ao papel da máquina em relação ao humano: apoio ou substituição.
D
Errada
Os verbos interpor e excluir pertencem a um campo semântico alheio ao enunciado. O texto não discute interposição nem exclusão, mas o limite entre usar a informática como ferramenta e deixá-la ocupar indevidamente o lugar da ação humana.
E
Errada
"Colaborar" se aproxima parcialmente da ideia de "para nós", mas o segundo termo invalida a alternativa. "Por nós" não significa superar-nos nem ser melhor do que nós; significa agir em nosso lugar.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre "por nós" e uma suposta ideia de superioridade do computador. No trecho, porém, "por nós" não quer dizer "melhor que nós", mas "em nosso lugar"; por isso, não basta um primeiro termo aproximado se o segundo rompe o sentido de substituição.
Dica para questões semelhantes
  • Leia a preposição dentro do enunciado completo, porque o valor decisivo aqui é contextual, não isolado.
  • Verifique se a alternativa preserva os dois lados da oposição semântica, não apenas um termo aproximado.
  • Quando o texto trata de tecnologia como ferramenta, observe se o contraste é entre apoio ao humano e substituição do humano.

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Comentários

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não consegui entender a questão

Gabarito: B

É bom lembrar a advertência de um velho professor: quem acredita que o computador efetivamente “pensa”, ao menos certifique-se de que ele o faz para nós, e não por nós.

faz para nós: tem sentido de colaborar ou subsidiar (ajudar);

não por nós: tem sentido de substituir.

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