Nas últimas duas décadas, a Fibrilação Atrial (FA) tornou-se...
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Tema central: A questão aborda os novos anticoagulantes orais (NOACs ou DOACs) indicados para a prevenção de eventos tromboembólicos em pacientes com fibrilação atrial (FA), condição que aumenta o risco de AVC isquêmico devido à formação de trombos no átrio esquerdo.
Justificativa da alternativa correta (C):
Rivaroxabana, apixabana, edoxabana e dabigatrana são exatamente os quatro NOACs aprovados para prevenção do tromboembolismo em FA não valvar. Dabigatrana atua como inibidor direto da trombina (fator IIa), e rivaroxabana, apixabana e edoxabana inibem o fator Xa. Eles apresentam início de ação rápido, posologia fixa, menos interações medicamentosas e alimentares e não requerem monitorização laboratorial rotineira, conforme salientam as Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial (SBC, 2016):
"Os anticoagulantes orais não antagonistas da vitamina K (NOACs), como rivaroxabana, apixabana, edoxabana e dabigatrana, são indicados para prevenção de eventos tromboembólicos em pacientes com FA não valvar."
Análise das alternativas incorretas:
A) Diosmina e hesperidina são vasoprotetores/venotônicos usados em insuficiência venosa crônica, não são anticoagulantes. Ácido acetilsalicílico é antiagregante plaquetário.
B) Heparina sódica é de uso parenteral, não oral. Varfarina é antagonista da vitamina K, não um NOAC. Hesperidina não é anticoagulante.
D) Xarelto é nome comercial da rivaroxabana (repete fármaco). Varfarina é antagonista da vitamina K. Ácido acetilsalicílico não é anticoagulante.
E) Edoxabana e rivaroxabana são NOACs, heparina sódica não é oral e hesperidina não apresenta efeito anticoagulante.
Dica de interpretação e pegadinha: Observe sempre a diferenciação entre anticoagulantes e antiagregantes. Atenção especial aos nomes comerciais e científicos (exemplo: Xarelto = rivaroxabana) e exclusão de fármacos de aplicação parenteral ou sem ação anticoagulante.
Segundo metanálises recentes e grandes ensaios clínicos, os NOACs mostraram eficácia semelhante ou superior à varfarina, com menor risco de hemorragia intracraniana e menor necessidade de controle laboratorial (Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial, 2016).
Resumo: A alternativa C apresenta os únicos quatro NOACs orais aprovados para prevenção de AVC em FA não valvar.
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