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Q1732644 Medicina
Nas últimas duas décadas, a Fibrilação Atrial (FA) tornou-se um importante problema de saúde pública, com grande consumo de recursos em saúde. Apresenta importante repercussão na qualidade de vida, em especial devido a suas consequências clínicas, fenômenos tromboembólicos e alterações cognitivas. A FA é a principal fonte emboligênica de origem cardíaca de que se tem conhecimento, representando cerca de 45% dos casos quando comparada com outras cardiopatias, como infarto do miocárdio, aneurismas ventriculares e doenças valvares. As causas da formação de trombos são multifatoriais e estão relacionadas com a tríade de Virchow que inclui: estase sanguínea atrial; lesão endotelial; e aumento da trombogenicidade sanguínea, própria dessa arritmia (SOBRAC, 2016). Atualmente, quatro novos anticoagulantes orais (ACO) foram disponibilizados na prática clínica para prevenção de fenômenos tromboembólicos em pacientes portadores de FA. São eles:
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Tema central: A questão aborda os novos anticoagulantes orais (NOACs ou DOACs) indicados para a prevenção de eventos tromboembólicos em pacientes com fibrilação atrial (FA), condição que aumenta o risco de AVC isquêmico devido à formação de trombos no átrio esquerdo.

Justificativa da alternativa correta (C):
Rivaroxabana, apixabana, edoxabana e dabigatrana são exatamente os quatro NOACs aprovados para prevenção do tromboembolismo em FA não valvar. Dabigatrana atua como inibidor direto da trombina (fator IIa), e rivaroxabana, apixabana e edoxabana inibem o fator Xa. Eles apresentam início de ação rápido, posologia fixa, menos interações medicamentosas e alimentares e não requerem monitorização laboratorial rotineira, conforme salientam as Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial (SBC, 2016):
"Os anticoagulantes orais não antagonistas da vitamina K (NOACs), como rivaroxabana, apixabana, edoxabana e dabigatrana, são indicados para prevenção de eventos tromboembólicos em pacientes com FA não valvar."

Análise das alternativas incorretas:

A) Diosmina e hesperidina são vasoprotetores/venotônicos usados em insuficiência venosa crônica, não são anticoagulantes. Ácido acetilsalicílico é antiagregante plaquetário.

B) Heparina sódica é de uso parenteral, não oral. Varfarina é antagonista da vitamina K, não um NOAC. Hesperidina não é anticoagulante.

D) Xarelto é nome comercial da rivaroxabana (repete fármaco). Varfarina é antagonista da vitamina K. Ácido acetilsalicílico não é anticoagulante.

E) Edoxabana e rivaroxabana são NOACs, heparina sódica não é oral e hesperidina não apresenta efeito anticoagulante.

Dica de interpretação e pegadinha: Observe sempre a diferenciação entre anticoagulantes e antiagregantes. Atenção especial aos nomes comerciais e científicos (exemplo: Xarelto = rivaroxabana) e exclusão de fármacos de aplicação parenteral ou sem ação anticoagulante.

Segundo metanálises recentes e grandes ensaios clínicos, os NOACs mostraram eficácia semelhante ou superior à varfarina, com menor risco de hemorragia intracraniana e menor necessidade de controle laboratorial (Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial, 2016).

Resumo: A alternativa C apresenta os únicos quatro NOACs orais aprovados para prevenção de AVC em FA não valvar.
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A questão diz respeito aos anticoagulantes orais disponíveis atualmente para prevenção de fenômenos tromboembólicos em pacientes portadores de Fibrilação Atrial (FA). A resposta correta é a alternativa C, que apresenta os quatro novos anticoagulantes orais disponíveis na prática clínica para prevenção de tromboembolismo em pacientes com FA: Rivaroxabana, apixabana, edoxabana e dabigatrana. As outras alternativas apresentam medicamentos que não são anticoagulantes orais ou não são utilizados para prevenção de tromboembolismo em pacientes com FA. É importante destacar que a escolha do anticoagulante oral a ser utilizado em cada caso deve ser feita pelo médico, considerando as características do paciente e os fatores de risco envolvidos na doença.

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