Jussara é uma adolescente de 14 anos encaminhada para a psi...

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Q3987903 Psicologia
Jussara é uma adolescente de 14 anos encaminhada para a psicóloga da escola. É filha única e reside com os pais biológicos. Na escola, contou para sua amiga e uma professora que o pai começou a acariciá-la quando ela tinha 6 anos. Ao longo dos anos, o abuso evoluiu para atividades de sexo oral e coito vaginal, o que estava acontecendo com frequência quinzenal nos últimos anos. Jussara relatou que tentou contar à mãe, mas não obteve sucesso. Considerando a forma de abordar a adolescente vítima de abuso sexual, a psicóloga deve 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O elemento decisivo é a distinção entre escuta psicológica e inquirição: a psicóloga não deve assumir papel investigativo nem de produção de prova diante do relato de abuso.

Tema central: limites da escuta psicológica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque trata o depoimento especial como estratégia de abordagem da psicóloga escolar. Pela base, depoimento especial é ato formal de oitiva/prova no sistema de justiça, não técnica de entrevista a ser adotada pela psicóloga no atendimento inicial.
B
Errada
Está errada porque propõe que a psicóloga busque evidências em formato de inquérito. A base afirma expressamente que a escuta psicológica se diferencia da investigação e que é vedado ao psicólogo o papel de inquiridor em casos de violência contra crianças e adolescentes.
C
Certa
A alternativa C está certa porque descreve o manejo compatível com a atuação da psicóloga na abordagem inicial: limitar o relato ao necessário, manter um espaço seguro e encaminhar adequadamente, sem transformar o atendimento em inquirição.
D
Errada
Está errada porque vincula a escuta especializada à justiça. Segundo a base, essa vinculação é imprópria: escuta especializada e depoimento especial são institutos distintos, e o vínculo com a justiça é próprio do depoimento especial, não da escuta especializada.
E
Errada
Está errada porque desloca a resposta para uma técnica específica, a entrevista motivacional, quando o ponto decisivo do caso é outro: o limite ético-técnico da atuação da psicóloga diante da revelação de abuso sexual. Pela base, o correto não é escolher uma técnica para ampliar a livre expressão, mas evitar inquirição, limitar o relato ao necessário e encaminhar.
Pegadinha da questão
A questão explorou a confusão entre acolher psicologicamente e investigar o abuso, além de trocar escuta psicológica por procedimentos formais de produção de prova, como depoimento especial.
Dica para questões semelhantes
  • Se o caso envolve revelação de violência por criança ou adolescente, diferencie escuta psicológica de investigação e não assuma papel de inquiridor.
  • No atendimento inicial, colha apenas o necessário para proteção e encaminhamento, evitando repetição detalhada do relato.
  • Não trate procedimentos formais do sistema de justiça como técnica de entrevista da psicóloga no contexto escolar ou clínico.
  • Quando a alternativa trouxer técnica específica de entrevista, verifique se o núcleo cobrado é realmente técnica ou se é limite ético-técnico de atuação.

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