Em algumas situações, o TE deve ser realizado apenas em ambi...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: O ponto-chave é a segurança na realização do teste ergométrico (TE) em pacientes com determinadas cardiopatias, especialmente aquelas com maior risco de complicações durante o exame. O conhecimento das indicações, contraindicações e precauções é essencial em cardiologia clínica e frequentemente cobrado em concursos públicos para médicos cardiologistas.
Análise da alternativa correta (D):
Avaliação funcional em pacientes com insuficiência cardíaca compensada avançada (classe III da NYHA) e em indivíduo assintomático com estenose aórtica grave deve obrigatoriamente ser realizada em ambiente hospitalar, com recursos para cardioversão/desfibrilação e suporte avançado de vida. Isso ocorre porque ambos os grupos apresentam alto risco de descompensação hemodinâmica, arritmias graves e outras complicações durante o esforço. Segundo o Protocolo de Acesso aos Exames de Cintilografia (SES-DF, p. 9): “estenose aórtica severa sintomática” e “insuficiência cardíaca descompensada” são contraindicações absolutas, mas a insuficiência cardíaca compensada avançada pode ser avaliada com rigoroso controle, conforme diretrizes e pela Revista Médica de Minas Gerais: “O TE deve ser realizado somente em ambiente hospitalar […] insufiência cardíaca compensada avançada (classe III, NYHA), lesões valvares estenóticas moderadas ou insuficiências graves”.
Análise das alternativas incorretas:
A) O teste ergométrico em estenose mitral grave ou cardiomiopatia dilatada é contraindicado devido ao alto risco de descompensação, mesmo em ambiente hospitalar. Não é recomendada nem com consentimento especial.
B) Pacientes com estenose aórtica sintomática não devem realizar TE devido ao perigo de síncope ou morte súbita. Em cardiomiopatia hipertrófica, o TE pode ser realizado apenas se individualizado e com grande precaução, mas não para diagnóstico corriqueiro.
C) Miocardite aguda é contraindicação absoluta ao teste, devido ao risco de arritmias fatais. Para angina pós-infarto, o teste pode ser feito, mas não no cenário agudo.
E) Em infarto agudo do miocárdio não complicado e cardiomiopatia restritiva, o teste pode até ser considerado antes da alta, mas são casos de baixo risco quando estáveis, não se enquadrando na descrição da questão.
Estratégia para leitura de enunciados: Questões desse tema recorrem a termos clínicos específicos e exigem reconhecimento das condições de alto risco. Atenção às palavras “grave”, “descompensada”, “avançada” e ao contexto funcional pelo NYHA. Palavras como “assintomático” em lesão grave são pegadinha clássica: ainda que assintomático, pode requerer cuidado hospitalar.
Resumo: A alternativa D reflete rigorosamente o que recomendam as principais diretrizes nacionais e internacionais, reforçando a necessidade de ambiente hospitalar e consentimento informado para realização segura do teste nesses contextos.
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