Mulher de 31 anos apresenta disúria e polaciúria há dois dia...

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Q2041311 Medicina
Mulher de 31 anos apresenta disúria e polaciúria há dois dias. Trata-se do terceiro episódio nos últimos três meses, tendo já utilizado antibióticos.
Qual a conduta mais apropriada neste caso?
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Tema central: O caso aborda infecção do trato urinário (ITU) recorrente em mulher jovem. ITUs recorrentes são definidas como três ou mais episódios em 12 meses ou dois em seis meses. A paciente apresenta quadro típico (disúria, polaciúria, recorrência), sendo essencial reconhecer a indicação de abordagem diferenciada nestas situações.

Justificativa da alternativa correta (E): Em episódios recorrentes de cistite, é fundamental identificar o agente etiológico e o padrão de sensibilidade para orientar a melhor escolha antibiótica. Assim, a conduta ideal é aguardar o resultado da urocultura antes de prescrever antibiótico, salvo sinais de gravidade. Essa estratégia reduz o risco de resistência bacteriana e falha terapêutica.

Destaco que, segundo o Protocolo do IgesDF: "Nestes casos o tratamento deve ser feito por via oral, em ambiente ambulatorial, devendo-se colher EAS e Urocultura antes do início do tratamento." (Cistite complicada). E conforme as Recomendações Brasileiras para ITU recorrente: "Recomenda-se obter urocultura antes de iniciar novo ciclo antibiótico", reforçando a conduta da alternativa E.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Errada. Não investigar e não tratar expõe ao risco de complicações infecciosas.
  • B: Errada. Em ITU recorrente, tratar empírica e repetidamente sem cultura pode falhar e aumentar resistência microbiana.
  • C: Errada. Estrogênio tópico destina-se à prevenção em mulheres pós-menopausa, não como tratamento no episódio agudo em mulheres jovens.
  • D: Parcial. Só o EAS não basta: a urocultura é imprescindível em quadros recorrentes para direcionar o antibiótico.

Estratégias e pegadinhas: Fique atento ao conceito de “recorrência”: essa é a diferença-chave em relação ao manejo das ITUs simples. O enunciado traz o histórico de episódios prévios e uso reiterado de antibióticos, sinalizando a necessidade de abordagem baseada em evidência microbiológica.

Resumo prático: Em mulher jovem com cistite recorrente, prescreva antibiótico somente após resultado da urocultura. Essa conduta está respaldada por protocolos nacionais e internacionais, como evidenciado nos documentos do IgesDF e recomendações brasileiras.

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Comentários

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A conduta mais apropriada neste caso é a alternativa E, prescrever antibiótico quando o resultado da urinocultura estiver disponível. Isso porque a paciente apresenta sintomas característicos de uma infecção do trato urinário, como disúria e polaciúria, e já utilizou antibióticos anteriormente sem sucesso. O exame de urina (EAS) também deve ser realizado para confirmar a presença de infecção e avaliar a gravidade do quadro. Porém, o resultado da urinocultura é fundamental para o tratamento adequado, já que permite a identificação do agente infeccioso e sua sensibilidade aos antibióticos, evitando o uso desnecessário de medicamentos e prevenindo a resistência bacteriana.

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