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Q1816809 Português
Sobre figuras de linguagem, conforme preconiza Cegalla, avalie as afirmações que segue:
I. As figuras de linguagem, também chamadas de figuras de estilo, são recursos especiais de que se vale quem fala ou escreve, para comunicar à expressão mais força e colorido, intensidade e beleza. Podem ser classificadas em três tipos: figuras de palavras; figuras de construção; figuras de pensamento. II. Metáfora: consiste em pôr em confronto pessoas ou coisas, a fim de lhes destacar semelhanças, características, traços comuns, visando a um efeito expressivo. III. Elipse é uma figura de pensamento que consiste na supressão de termos que, ao serem retirados, não provocam alteração de sentido; entretanto, podem causar alterações sintáticas na frase. O termo suprimido, nesse caso, recebe o nome de zeugma. IV. Pleonasmo é uma figura de construção que consiste em reiterar – repetir – palavras ou orações para enfatizar a afirmação ou sugerir insistência, progressão.
Quais estão corretas?
Alternativas

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Tema central: Figuras de Linguagem

Trata-se de uma questão sobre figuras de linguagem, recursos expressivos usados para tornar a comunicação mais vívida e interessante. Conforme Cegalla (Novíssima Gramática da Língua Portuguesa), as figuras de linguagem podem ser classificadas em três grupos: figuras de palavras, figuras de construção e figuras de pensamento.

A alternativa correta é A (Apenas I e II). Veja por quê:

Justificativa das Alternativas:

I – Correta: A descrição está de acordo com Cegalla: define figuras de linguagem, expõe claramente seu papel na expressividade do discurso e estabelece corretamente as três classificações principais: palavras, construção e pensamento.

II – Correta: Apesar da definição de metáfora estar próxima da ideia de comparação (quando há conectivo comparativo expresso), é aceitável considerar que a metáfora realça características entre elementos ao destacar semelhanças de forma implícita. Embora não esteja em sua forma mais precisa (segundo Cunha & Cintra, metáfora é uma "comparação implícita"), o item pode ser aceito universalmente na abordagem dos principais manuais e pelo contexto da banca.

Análise das Incorretas:

III – Incorreta: Elipse é figura de construção (não de pensamento) com omissão de termos facilmente subentendidos pelo contexto. Zeugma é um caso de elipse e só ocorre quando o termo suprimido já apareceu antes. Se a palavra nunca foi mencionada, é apenas elipse, não zeugma. A definição mistura os conceitos.

IV – Incorreta: O pleonasmo realmente consiste em repetição para ênfase, porém, segundo Cegalla e Bechara, classifica-se como figura de palavras, não de construção. Assim, a alternativa apresenta erro de classificação.

Estratégias e Dicas: Atenção para detalhes conceituais! Muitas bancas exploram diferenças sutis de classificação ou pequenas imprecisões. Leia sempre o conceito com calma e confira se a afirmação não mistura duas figuras ou categorias. A diferença entre elipse e zeugma, assim como metáfora e comparação, é recorrente em concursos.

Referências: Cegalla; Cunha & Cintra; Bechara.

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Comentários

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Analisando:

III - Elipse é uma figura de pensamento que consiste na supressão de termos que, ao serem retirados, não provocam alteração de sentido; entretanto, podem causar alterações sintáticas na frase. O termo suprimido, nesse caso, recebe o nome de zeugma. Errada! Zeugma é um tipo especial de Elipse pois consiste em suprimir termo anteriormente expresso no contexto.

"Nós nos desejamos e (nós) não nos possuímos."

IV - Pleonasmo é uma figura de construção que consiste em reiterar – repetir – palavras ou orações para enfatizar a afirmação ou sugerir insistência, progressão. Errada! Pleonasmo é repetição de ideias, a redundância semântica e sintática.

"Saímos para fora."; "Repetir de novo."

Gabarito A.

Gabarito na alternativa A

Solicita-se julgamento das assertivas abaixo:

I. As figuras de linguagem, também chamadas de figuras de estilo, são recursos especiais de que se vale quem fala ou escreve, para comunicar à expressão mais força e colorido, intensidade e beleza. Podem ser classificadas em três tipos: figuras de palavras; figuras de construção; figuras de pensamento.

Correta. A assertiva traz transcrição do conceito de figura de linguagem apresentado por Cegalla. São construções que ampliam a expressividade, corretamente divididas em figuras de palavras, figuras de construção e figuras de pensamento.

II. Metáfora: consiste em pôr em confronto pessoas ou coisas, a fim de lhes destacar semelhanças, características, traços comuns, visando a um efeito expressivo.

Correta. A metáfora é a comparação implícita, confrontando elementos dentro da construção textual.

III. Elipse é uma figura de pensamento que consiste na supressão de termos que, ao serem retirados, não provocam alteração de sentido; entretanto, podem causar alterações sintáticas na frase. O termo suprimido, nesse caso, recebe o nome de zeugma.

Incorreta. A elipse é figura de construção que consiste na supressão de termos retomáveis ou presumíveis dentro do contexto oracional. O zeugma, espécie de elipse, é a supressão de termo já utilizado na construção.

IV. Pleonasmo é uma figura de construção que consiste em reiterar – repetir – palavras ou orações para enfatizar a afirmação ou sugerir insistência, progressão.

Incorreta. O pleonasmo é a repetição de ideias, ocorrendo ou não repetição de termos. Não há no pleonasmo, salvo quando literário e assim desejado pelo autor, valoração enfática ou progressiva, mas o excesso de palavras para transmitir uma mesma informação.

Eu achava que era 4 tipos de figuras de linguagem: (Pensamento, Harmonia, Palavra e Sintaxe)

GABARITO: A.

Complemento dos Comentários:

FIGURAS DE PALAVRAS

1. Metáfora: comparação com valor conotativo ( o conectivo fica implícito)

Ex.:

I – Murcharam-lhe (assim como murcham as flores) os entusiasmos da mocidade.

II – Sempre sou eu (como) a estrela matutina. Se o conectivo for explícito, há símile.

III – A noite é (como) um manto negro sobre o mundo.

2. Catacrese:  figura de linguagem que se refere a uma metáfora que já foi absorvida pela linguagem, de tanto ser utilizada. Ex.: "dente de serrote".

Ex.:

I – Embarcou naquele avião gigantesco. Embarcar é entrar em um barco.

II – Enterrou-lhe a faca no peito. Enterrar é colocar debaixo da terra.

3. Metonímia: substituição que se baseia numa relação lógica de significado entre dois termos.

Ex.:

I – Ela detesta ler Machado de Assis. Ninguém lê uma pessoa.

II – Bebeu dois copos cheios de cerveja artesanal. Ninguém bebe um copo.

III – O Brasil poderia gritar: “Fora, corruptos!” O Brasil não grita. A linguagem é conotativa. Os brasileiros poderiam gritar – as pessoas foram substituídas pelo país onde elas estão.

IV – Abriu uma torneira do banheiro para lavar o sono do rosto. (L. F. Veríssimo). O sono não pode ser lavado, o que se lava é o efeito do sono que estava no rosto.

V – Graham Bell permitiu que a humanidade se comunicasse melhor. Apenas uma pessoa não permitira que a humanidade se comunicasse melhor: houve a troca do invento pelo inventor, o telefone permitiu que a humanidade se comunicasse melhor.

4. Perífrase/Antonomásia: mais palavras em vez de menos (circunlóquio).

Ex.:

I – A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece normas importantes.

Em lugar de Lei Complementar n. 101 – perífrase. A construção périfrásica também é chamada de circunlóquio porque circula, mais palavras do que menos.

II – O ex-caçador de marajás apresentou ideias contestáveis. Poderia utilizar Collor ou Fernando Collor. Essa construção perifrásica é chamada de antonomásia porque faz referencia a pessoa.

A antonomásia fará sempre referência a pessoa, diferentemente da perífrase, que pode fazer referência a qualquer coisa. Toda antonomásia é uma perífrase, mas nem toda perífrase é uma antonomásia.

O QUE É ESSA TAL DE ELIPSE?

A elipse é uma figura de construção que consiste na omissão de um termo ou uma parte de uma frase, que pode ser facilmente inferido pelo contexto. É um recurso muito utilizado para tornar a expressão mais concisa e objetiva. A elipse pode ocorrer em diferentes elementos da frase, como substantivos, verbos, pronomes, entre outros.

Aqui estão alguns exemplos de elipse em frases:

1. "Ele comprou um livro, ela também." (Omitindo o verbo "comprou" na segunda parte da frase) 

2. "Marcos gosta de futebol; Maria, de dança." (Omitindo o verbo "gosta" na segunda parte da frase) 

3. "Pedro tem dois cachorros; João, apenas um." (Omitindo o verbo "tem" na segunda parte da frase) 

4. "Eu gosto de sorvete; meu irmão, de bolo." (Omitindo o verbo "gosto" na segunda parte da frase) 

Perceba que, na elipse, é possível inferir o termo ou a parte omitida a partir do contexto ou da informação anteriormente apresentada. Esse recurso contribui para a economia linguística, tornando a frase mais sucinta e fluente.

Fonte: ChatGPT

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