O diálogo explícito com o livro de São Paulo, na Bíblia Sag...

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Q3917357 Português
O diálogo explícito com o livro de São Paulo, na Bíblia Sagrada, mais especificamente na Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo 13, versículo 1 e com a lírica camoniana caracteriza a intertextualidade da canção, sobretudo, porque
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: "O diálogo explícito com o livro de São Paulo, na Bíblia Sagrada, mais especificamente na Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo 13, versículo 1 e com a lírica camoniana caracteriza a intertextualidade da canção" indica diretamente o conceito cobrado: a relação entre textos anteriores por retomada, alusão, citação, paráfrase ou reelaboração em novo contexto de produção de sentido. Isso sustenta a alternativa A, que define o processo como reinscrição de textos prévios em novo contexto expressivo.

Tema central: conceito de intertextualidade
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque corresponde ao conceito de intertextualidade exigido pelo comando: a canção retoma textos anteriores e os reinscreve em uma nova produção discursiva. O critério decisivo é o reaproveitamento em novo contexto expressivo, e não a cópia literal nem a preservação integral do sentido original.
B
Errada
A alternativa erra em dois pontos específicos: reduz a intertextualidade à reprodução de trechos consagrados e ainda atribui ao procedimento a finalidade de legitimar o discurso amoroso. A base afirma que essa finalidade não está no enunciado. Logo, há extrapolação de função discursiva não explicitada.
C
Errada
Está incorreta porque toma como critério decisivo a manutenção da orientação semântica original dos textos-fonte. A base é expressa em dizer que a intertextualidade não exige preservação integral de sentido: pode haver deslocamento, atualização e reinterpretação. O que define o fenômeno é o diálogo textual em novo contexto, não a fidelidade semântica plena.
D
Errada
A formulação não define corretamente intertextualidade. "Fragmenta discursos clássicos pela unidade temática" introduz um critério impreciso, porque unidade temática, por si só, não caracteriza intertextualidade. O mecanismo decisivo é a relação textual reconhecível com textos anteriores por retomada ou reelaboração, não a mera presença de tema comum nem a ideia de fragmentação como definição.
E
Errada
A alternativa faz uma inferência indevida sobre autoria e tradição. Dialogar com textos anteriores não significa subordinar a criação autoral à autoridade da tradição. Segundo a base, a intertextualidade pressupõe trabalho autoral de retomada e transformação; portanto, a referência a textos canônicos não apaga nem submete necessariamente a autoria do novo texto.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre intertextualidade e mera reprodução fiel de textos consagrados, além da ideia errada de que citar tradição implica legitimação automática do discurso ou perda de autoria.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado fala em diálogo com textos anteriores, identifique primeiro o conceito de intertextualidade como retomada ou reelaboração em novo contexto.
  • Elimine alternativas que tratem intertextualidade como simples cópia literal ou como preservação obrigatória do sentido original.
  • Desconfie de opções que atribuem finalidade específica ao diálogo intertextual sem isso estar afirmado no enunciado.
  • Não confunda referência à tradição com submissão autoral: o critério central é a recontextualização produtiva do texto-fonte.

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