Em relação à trombólise por cateter e à trombectomia farmac...

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Q736587 Medicina
Em relação à trombólise por cateter e à trombectomia farmacomecânica na terapia da doença tromboembólica venosa, assinale a alternativa INCORRETA.
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Tema central: O foco da questão é o manejo da doença tromboembólica venosa (DTV), especialmente a abordagem trombolítica por cateter e a trombectomia farmacomecânica. Essas terapias são consideradas em situações clínicas específicas para dissolver trombos, essencialmente em casos de trombose venosa profunda (TVP) extensa e de embolia pulmonar (EP) grave.

Justificativa da alternativa incorreta (E):
A alternativa E está INCORRETA porque pacientes com embolia pulmonar grave, em estado de choque, são justamente aqueles que mais se beneficiam da trombólise ou trombectomia por cateter. Segundo a Diretriz Conjunta sobre Tromboembolismo Venoso – 2022: “Em pacientes com EP de alto risco (instabilidade hemodinâmica), a trombólise sistêmica é recomendada para restaurar rapidamente o fluxo sanguíneo pulmonar e melhorar a função ventricular direita.” O objetivo é salvar vidas, pois o risco de morte nesses casos é elevado.

Cuidado: O enunciado buscava confundir, pois apresentou como contraindicada justamente a conduta padrão para casos graves, o que é uma pegadinha clássica em provas.

Análise das alternativas corretas:

A) Correta. O estudo CaVenT demonstrou redução significativa de síndrome pós-trombótica com a trombólise por cateter associada à anticoagulação (referência: P. A. Enden et al., NEJM 2012).

B) Correta. Trombolíticos dissolvem êmbolos e melhoram o fluxo arterial nas áreas obstruídas do pulmão – benefício reconhecido em EP aguda.

C) Correta. Estudos angiográficos confirmam: há maior melhora na perfusão pulmonar com trombolíticos do que apenas anticoagulação tradicional.

D) Correta. AVE recente é contraindicação absoluta para trombólise devido ao alto risco de hemorragia intracraniana. Segundo o Projeto Diretrizes (SBACV), trombólise nunca deve ser feita nesses casos.

Estratégia de Prova:
Leia atentamente termos absolutos ou negativos ("NUNCA", "NÃO DEVEM"), já que podem indicar pegadinhas. Sempre relacione o contexto clínico (gravidade, contraindicações) ao manejo proposto.

Referências: Diretriz Conjunta sobre Tromboembolismo Venoso – 2022; Projeto Diretrizes SBACV; Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed.; UpToDate, tópicos sobre trombólise na EP.

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A alternativa incorreta é a letra A. O estudo CAVENT comparou a anticoagulação versus anticoagulação associada à trombólise em pacientes com trombose venosa profunda e encontrou uma redução no risco de síndrome pós-flebítica apenas em pacientes com trombose extensa. Em pacientes com trombose limitada, não houve diferença significativa na redução do risco de síndrome pós-flebítica entre os grupos que receberam anticoagulação com ou sem trombólise. Portanto, a alternativa A está incorreta porque a redução no risco de síndrome pós-flebítica não foi encontrada em todos os pacientes que receberam trombólise.

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